As explosões das torres do World Trade Center continuam a ecoar nos Estados Unidos. Porém, se a rígida segurança aérea não inviabilizou o vôo entre New Jersey com destino a São Paulo, na noite de quarta-feira, hoje, sem maiores percalços, o cantor Pedro Mariano estará subindo ao palco do Callas Dance Hall & Lounge, de Curitiba, para apresentar seu show com o repertório do CD "Voz no Ouvido". O espetáculo começa às 23h30. Mas antes disso, às 18 horas, ele estará autografando o disco na Livrarias Curitiba Megastore PolloShop Estação.
Embora ainda em fase de lançamento, "Voz no Ouvido" rende ao artista alegrias que talvez nem mesmo ele imaginasse. Por exemplo, a indicação para concorrer ao Grammy Latino, em Los Angeles, e a visibilidade pública que possibilitou apresentar-se nas mais diversas cidades onde jamais estivera. Curitiba é uma delas.
"Estou no momento mais movimentado da minha vida", disse Pedro à Folha 2. A viagem aos Estados Unidos serviu como uma aula de profissionalismo ao jovem artista, de 25 anos. As realidades são totalmente diferentes a partir do ponto de vista da carreira artística: enquanto aqui tem-se a flexibilidade para 'ver no que vai dar', entre os americanos a história é outra. Lá, não se admite o erro, muito menos a falta de definição. O artista tem que chegar completo, caso contrário é sinal de amadorismo.
"Em termos musicais somos superiores, mas nosso amadorismo limita o artista brasileiro a ficar somente em seu mercado", queixou-se. Pois bem, ainda assim, mesmo confinado em sua terra, é difícil ao músico se firmar na carreira "cantando no seu próprio idioma".
A luta para vencer é árdua, especialmente porque a cultura empresarial brasileira visa unicamente ao monopólio. A consequência disso, nas artes, é o afunilamento dos nomes. Apesar dos muitos talentos, a oferta se restringe a umas poucas atrações. O monopólio existe para se ganhar com a unidade, e não com a quantidade.
O leque de opções no mercado americano é extenso; ali se alguma banda vende milhões de cópias com um lançamento, não chama a atenção. É uma das faces do sucesso. Já entre os brasileiros a disputa não ocorre num terreno segmentado – este é generalizado, como um balaio de gatos.
Outro ponto interessante detectado por Pedro Mariano naquele país é a visão global da indústria musical. Quando se grava um disco o intérprete sabe de antemão onde poderá vingar, caso não vingue ali. Estrondosos sucessos no Brasil, por exemplo, nem sempre aconteceram entre os americanos.
"Não dá certo lá, mas dá certo em outros países. Entre nós é o contrário, o artista tem que estourar aqui para depois poder sair", comparou o cantor. Um dado palpável é a concentração nos Estados Unidos de astros hispânicos com bem-sucedidas carreiras internacionais. Lá, é o ponto de partida, sem necessariamente precisem ocupar o estrelato local.
Pedro Mariano vê com alento a juventude rebelde ao velho esquema das gravadoras e da mídia, que tentam entupir os ouvidos com um tipo de música com maior potencial de venda. Nomes de destaque, como Ana Carolina, Lenine, Max Castro, Paula Lima, trazem uma nova sonoridade e um público atento a esses novos ares.
Apesar disso, "às vezes dá certa angústia", pois há toda uma história anterior mostrando que a indústria suga do artista o que ele tem a dar, e depois muda as regras do jogo, o estilo, o ritmo.
O receio de Mariano é que isso aconteça com a MPB – ela seja eleita a queridinha do momento e, apesar do oxigênio sonoro, venha a ser descartada mais tarde. Isso acontece no resto do mundo, mas como a música está segmentada em nichos de mercado, o impacto é outro. Além disso não é apenas uma pessoa a determinar as leis.
Pedro Mariano – Show com o cantor no Callas Dance Hall & Lounge de Curitiba (Rua Piquiri, 275, telefone (41) 333-3028), hoje, às 23h30. Ingressos antecipados: R$ 12,00. Às 18 horas, o artista participa de sessão de autógrafos na Livrarias Curitiba Megastore PolloShop Estação.
Embora ainda em fase de lançamento, "Voz no Ouvido" rende ao artista alegrias que talvez nem mesmo ele imaginasse. Por exemplo, a indicação para concorrer ao Grammy Latino, em Los Angeles, e a visibilidade pública que possibilitou apresentar-se nas mais diversas cidades onde jamais estivera. Curitiba é uma delas.
"Estou no momento mais movimentado da minha vida", disse Pedro à Folha 2. A viagem aos Estados Unidos serviu como uma aula de profissionalismo ao jovem artista, de 25 anos. As realidades são totalmente diferentes a partir do ponto de vista da carreira artística: enquanto aqui tem-se a flexibilidade para 'ver no que vai dar', entre os americanos a história é outra. Lá, não se admite o erro, muito menos a falta de definição. O artista tem que chegar completo, caso contrário é sinal de amadorismo.
"Em termos musicais somos superiores, mas nosso amadorismo limita o artista brasileiro a ficar somente em seu mercado", queixou-se. Pois bem, ainda assim, mesmo confinado em sua terra, é difícil ao músico se firmar na carreira "cantando no seu próprio idioma".
A luta para vencer é árdua, especialmente porque a cultura empresarial brasileira visa unicamente ao monopólio. A consequência disso, nas artes, é o afunilamento dos nomes. Apesar dos muitos talentos, a oferta se restringe a umas poucas atrações. O monopólio existe para se ganhar com a unidade, e não com a quantidade.
O leque de opções no mercado americano é extenso; ali se alguma banda vende milhões de cópias com um lançamento, não chama a atenção. É uma das faces do sucesso. Já entre os brasileiros a disputa não ocorre num terreno segmentado – este é generalizado, como um balaio de gatos.
Outro ponto interessante detectado por Pedro Mariano naquele país é a visão global da indústria musical. Quando se grava um disco o intérprete sabe de antemão onde poderá vingar, caso não vingue ali. Estrondosos sucessos no Brasil, por exemplo, nem sempre aconteceram entre os americanos.
"Não dá certo lá, mas dá certo em outros países. Entre nós é o contrário, o artista tem que estourar aqui para depois poder sair", comparou o cantor. Um dado palpável é a concentração nos Estados Unidos de astros hispânicos com bem-sucedidas carreiras internacionais. Lá, é o ponto de partida, sem necessariamente precisem ocupar o estrelato local.
Pedro Mariano vê com alento a juventude rebelde ao velho esquema das gravadoras e da mídia, que tentam entupir os ouvidos com um tipo de música com maior potencial de venda. Nomes de destaque, como Ana Carolina, Lenine, Max Castro, Paula Lima, trazem uma nova sonoridade e um público atento a esses novos ares.
Apesar disso, "às vezes dá certa angústia", pois há toda uma história anterior mostrando que a indústria suga do artista o que ele tem a dar, e depois muda as regras do jogo, o estilo, o ritmo.
O receio de Mariano é que isso aconteça com a MPB – ela seja eleita a queridinha do momento e, apesar do oxigênio sonoro, venha a ser descartada mais tarde. Isso acontece no resto do mundo, mas como a música está segmentada em nichos de mercado, o impacto é outro. Além disso não é apenas uma pessoa a determinar as leis.
Pedro Mariano – Show com o cantor no Callas Dance Hall & Lounge de Curitiba (Rua Piquiri, 275, telefone (41) 333-3028), hoje, às 23h30. Ingressos antecipados: R$ 12,00. Às 18 horas, o artista participa de sessão de autógrafos na Livrarias Curitiba Megastore PolloShop Estação.