O brasileiro descobriu-se leitor de sua própria história, e na safra de livros jogando luzes sobre nosso passado está "1961: Que as Armas Não Falem", de Paulo Markun e Duda Amilton. Editado pela Editora Senac/São Paulo, o volume terá sessão de autógrafos esta noite em Curitiba, a partir das 19 horas, na Livrarias Curitiba da Megastore Polloshop Estação.
O trabalho disseca os 12 dias em que o Brasil ficou à mercê de seu próprio espanto com a renúncia de Jânio Quadros à presidência da República e o vácuo no poder. O vice, Jango Goulart, a essas alturas estava na China Comunista e os militares ouriçaram à simples menção de seu nome para ocupar a cadeira de mandatário do País.
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Em entrevista exclusiva à Folha Dois, quando o livro ainda estava na gráfica, disse Markun: "Relatamos a história dos 12 dias em que o Brasil esteve à beira da guerra civil, entre 25 de agosto e 7 de setembro. O fato dos militares impedirem a posse de Jango, gerou um grande movimento de protesto, em que o rádio foi utilizado de maneira muito intensa. Havia ameaça de derrubar o avião presidencial, bombardear o Palácio do governo gaúcho".
A obra tem como título uma frase de Jango – "Que as armas não falem" –, mostrando-se assim apaziguador num momento de alta tensão. Veio uma aparente calmaria, os militares fizeram de conta que engoliram o sapo, até que em março de 1964 explodiu o golpe com aqueles mesmos desgostosos – e aí foram 20 anos de ditadura. Essa semana e meia de 1961 seria a pré-história, ou o berço desconhecido, de um futuro pouco agradável.
"1961: Que as Armas não Falem", de Paulo Markun e Duda Hamilton. Lançamento nesta quarta-feira, a partir das 19 horas na Livrarias Curitiba (Megastore PollosShop Estação (Avenida Sete de Setembro, 2775, loja A-87, fone 330-5000. O livro está a preço promocional de R$ 30,40. Preço real: 38,00.