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Oralidade poética

Rodrigo Juste Duarte
20 jun 2002 às 17:28

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Luiz Felipe Leprevost desponta no campo da poesia através de seu primeiro livro, intitulado "Fôlego". Uma produção independente financiada com recursos próprios. "Por puro amor à arte", declara. Neste trabalho, o autor não se limitou apenas à linguagem editorial. Sua obra avança também na mídia sonora. Juntamente com o livro, o projeto "Fôlego" incorpora um CD com dois poemas recitados com acompanhamento musical.

Nesta segunda-feira acontece o coquetel de lançamento na Livraria Arcádia. Na ocasião, Luiz Felipe se apresentará, ao lado de Troy Rossilho e Thomas M. d'Haese, com participação especial de Grace Torres (cantora do grupo Fato) em um pocket show criado especialmente para o evento, a partir dos poemas do livro, que foram musicados por alguns parceiros e pelo próprio autor. Na performance, Luiz Felipe e seus parceiros cantarão as poesias-música, intercalando-as com declarações do poeta.

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Não há um estilo único em "Fôlego". Luiz Felipe não se prende rigidamente a nenhuma escola ou estética de poesia, fazendo uso de elementos estilísticos que vão do concretismo ao soneto. Uma característica notável é a oralidade. Seus poemas passam a impressão de que foram escritos para serem recitados, ou musicados. A música, aliás, é uma forte influência do poeta. Paralelamente à poesia dos livros, Leprevost dedica-se a compôr letras para artistas de velha guarda, como Gerson Bientinez e Henricão do Jazz, e também músicos de sua geração, como Troy Rossilho, Thomas M d'Haese, Thiago Menegassi, Eugênio Fim (estes dois últimos, da banda Regra 4) e Alexandre Nero & Maquinaíma.


São duas as faixas do CD. Na primeira, "Technêra", Leprevost recita o poema homônimo em meio a samplers de músicas indígenas brasileiras e do folclore brasileiro (entre elas, o Fandango), com participações de Vina Lacerda (das bandas Regra 4, Vadeco & os Astronautas e Maquinaíma) no pandeiro, e Grace Torres nos teclados e programação eletrônica. A segunda faixa, "Bons Tempos do Vovô" tem ritmo de samba antigo, cantado pelo velho sambista paranaense Gogó de Ouro. "Enquanto 'Technêra' é uma música moderna com samplers de ritmos antigos, 'Como nos Tempos do Vovô' lembra uma música antiga, mas traz um toque de modernidade em sua letra", comenta o autor.


Tanto o livro quanto o CD são peças independentes, por mais que tenha uma ligação. "Não concordo em lançar apenas um CD ou vídeo ou multimídia de poesia. Acredito que o livro é necessário. Enquanto no CD dois poemas estão recitados, no livro, eles ainda não passaram por isso. Gostaria que o leitor lê-se o poema da maneira como eu declaro. É como se no livro eles estivessem pedindo para ser gritados", finaliza Leprevost.

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Serviço:
Lançamento do livro + CD "Fôlego"
Local: Livraria Arcádia
Endereço: Rua 13 de maio, 611
Data: 24 de junho, segunda-feira
Horário: 20h
Entrada: franca


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