Mais de 100 obras de Miguel Bakun, um dos grandes mestres da pintura paranaense, fazem parte da exposição que leva o seu nome e será inaugurada nesta segunda-feira, às 19 horas, no Museu Oscar Niemeyer.
Paralelamente à mostra do artista paranaense, será também aberta a exposição fotográfica "Floresta Atlântica", de Carlos Renato Soares.
Considerado um dos maiores pintores do Paraná, Miguel Bakun foi muita vezes chamado de Van Gogh paranaense pela vida trágica que teve. Suicidou-se em 1963, pobre e atormentado, utilizou uma tonalidade "ocre" em muitas de suas telas, semelhante às do famoso pintor holandês.
Sua obra, de forte apelo expressionista e marcada por uma existência mística, privilegiou paisagens suburbanas de Curitiba, marinhas, retratos e naturezas mortas.
Aos 15 anos, ingressou na Escola de Aprendizes da Marinha em Paranaguá. Em 1930, uma queda sofrida no navio o impossibilitou de continuar a carreira naval.
Transferiu-se então para Curitiba, onde passou a dedicar-se exclusivamente à pintura. Incentivado por Groff e Guido Viaro, passou a se dedicar profisionalmente as artes.
Autodidata, estudioso dos problemas da pintura, manteve atividade artística ininterrupta, participando de grande número de coletivas e exposições como os Salões Oficiais do Clube Concórdia, nos quais obteve premiações (1947-1962).