"Uma perda irreparável para as artes cênicas do Paraná". Desta forma a secretária estadual de Cultura, Vera Mussi, manifestou seu pesar pela morte da atriz paranaense Lala Schneider. "É difícil imaginar o teatro paranaense sem a presença de Lala Schneider. As artes cênicas de nosso Estado devem muito ao trabalho dessa grande atriz que soube, como ninguém, tecer uma trajetória vitoriosa e reconhecida por todos. Se por um lado a morte de Lala Schneider deixa uma sentida lacuna na vida cultural do Paraná, por outro sua carreira no teatro reserva um legado vivo e marcante para as novas gerações. Uma conduta profissional que deve servir de exemplo não só para os atores, mas para todos que, como ela, sentiam e amavam o teatro".
A diretora-presidente do Centro Cultural do Teatro Guaíra, Marisa Vilella, também lamentou a morte de Lala Schneider afirmando que o Teatro Guaíra perde uma grande amiga. "Mais do que um ícone do teatro, Lala Schneider sempre esteve presente na vida do Guaíra. Ela conhecia cada um dos funcionários, cada centímetro desta Casa, cada traje cênico do nosso guarda-roupa. Mais do que isso, Lala conheceu todas as histórias da vida desse teatro". Marisa considerava a atriz paranaense uma mulher excepcional, que não se deixava abater. "No dia da minha posse como presidente e a da Lu Rufalco como diretora artística, em 25/01, ela veio sozinha, de ônibus, para nos desejar felicidades e pedir atenção e carinho ao teatro paranaense. Com certeza, em nome dos 380 funcionários do CCTG, o pedido de Lala Schneider será sempre lembrado".
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O corpo da atriz está sendo velado no salão de exposições do Teatro Guaíra e o enterro vai ser às 10h desta quintafeira, no Cemitério do Boqueirão.
Lala Schneider é considerada a primeira dama do teatro no Paraná e já foi apontada como uma das cinco melhores atrizes do Brasil. Foi premiada com o Troféu Gralha Azul na categoria Melhor Atriz em 1984-1985, por Colônia Cecília e em 1992-1993, por O Vampiro e a Polaquinha. Foi homenageada na fundação do teatro homônimo, em 1994, por João Luiz Fiani e, em 2004, Lala recebeu do Centro Cultural Teatro Guaíra a medalha comemorativa dos 50 anos do Guairinha (Auditório Salvador de Ferrante), reverenciada como uma das personalidades que fizeram parte da história do teatro paranaense.
Lala Schneider trabalhou como atriz de teatro, televisão e cinema, diretora e professora de interpretação. Ela iniciou nos palcos em 1950, com O Poder do Amor, para o teatro de adultos do SESI. Fez parte de inúmeras montagens do Teatro do Estudante do Paraná, onde ganhou vários prêmios em festivais nacionais. Atuou em inúmeras peças pelo Teatro de Comédia do Paraná, inclusive na inaugural Um Elefante no Caos, de 1963. Entre as montagens do TCP, atuou em Colônia Cecília (1984) e Noite na Taverna (1989), sob direção de Ademar Guerra e em Os Incendiários (2000), com direção de Felipe Hirsch, e dirigiu Flô em Palácio de Urubus (1993).