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Instalação do Filo emociona os primeiros visitantes

21 mai 2004 às 17:28

A pequena Amanda, de um ano e cinco meses mal consegue andar sozinha. Precisa que a mãe e a avó segurem suas mãozinhas. Isso não significa que a menininha seja assim tão dependente.

É ela mesmo que exige (e consegue) ficar um pouco mais dentro da Arcazzar, estrutura inflável que desde a última quinta-feira, dia 20, muda a paisagem do Zerão.


Assim como Amanda, visitantes de todas as idades relutam em sair do labirinto de túneis que formam a escultura luminária idealizada pelo artista plástico e arquiteto inglês Alan Parkinson.


A placa do lado de fora já avisa acertadamente ''entre e se impressione''. Mas antes da visita começar, Daniele Marques, uma dos sete monitores que se revezam dentro da estrutura, dá as dicas básicas: não corra, não encoste nas paredes e procure andar sempre onde o plástico encosta no chão. De resto, o visitante pode (quase) tudo.


É a ''deixa'' para Denise Accorsi. ''Experimente deitar aqui também'', apontava ela para um cantinho aconchegante e iluminado de vermelho. ''As cores fazem bem pra gente'', disse Denise, que aproveitou a visita para se ''banhar'' de vermelho, azul e verde, os três tons de dominam a Arcazzar.


''Quando eu li na Folha que lembrava um útero, fiquei curiosa para ver'', contou Milena Rossato, que viajou de Cornélio Procópio especialmete para visitar a obra mais interativa do Filo. Pelo sorriso aberto, a viagem foi recompensada. ''Adorei essas luzes todas'', disse Milena, que se encantou com a abóbada azul.


No primeiro dia de visitas a abertura só aconteceu no meio da tarde por questões técnicas. Sendo assim, não havia fila do lado de fora. Sorte de quem estava do lado de dentro: nada de limite de tempo (que deve ficar nos 20 minutos em dias concorridos).


De modo que a pequena Amanda pôde ficar mais um pouquinho descobrindo um mundo novo de cores e sensações. Mamãe e vovó também não pareciam nada bravas com o capricho da garotinha.


Serviço:
Arcazzar Architects-of-Air

Concepção: Alan Parkinson
Data: de 20 (quinta-feira) a 30 de maio (domingo)
Horário de visitação: das 11 às 17 horas
Local: Zerão (próximo ao Anfiteatro)
Ingressos: R$ 10,00 (R$ 5,00 para estudantes e maiores de 60 anos com documentos)


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