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Guairão recebe "Os Monólogos da Vagina"

Redação - Folha do Paraná
23 nov 2001 às 10:55

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Todo mundo pensa que ‘Os Monólogos da Vagina’, em cartaz a partir de hoje no Guairão, é uma peça de Miguel Falabella. A direção, sim. O texto tem autoria de Eve Ensler, e isso mostra que a verve do ator – um dos criadores do besteirol, que teve sua onda no teatro nacional – está na mesma sintonia da norte-americana.

Estrelado por Zezé Polessa, Bia Nunnes e Vera Setta, o espetáculo tem no feminismo seu alicerce central. Ou seja, ele é um ‘neofeminismo’, segundo a definição do autor. Para os menos teóricos, uma gostosa comédia que já levou 140 mil espectadores aos teatros por onde passou, e levou o Prêmio Qualidade Brasil como o melhor espetáculo da temporada 2000/2001, no Rio de Janeiro.

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‘Os Monólogos’ veio ao Brasil depois de ter os direitos adquiridos por Vera Setta e Cássio de Souza, sócios da empresa The First Brazilian Theater Company of New York e FBTC do Brasil Ltda. Amiga de Falabella, Vera procurou-o para a montagem nacional.


‘Esse tema sempre nos foi inquietante. Falar de uma maneira leve, cômica e também dramática da busca da identidade feminina, dos seus desejos, de seus fantas e de suas fantasias, tornando-as assim transparentes aos olhos de todos’, comentou a atriz.

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O tom exato foi encontrado pela autora depois de entrevistar centenas de mulheres no Oriente Médio, Bósnia, Estados Unidos, Iugoslávia, entre outros países. De posse do material criou ‘The Vagina Monologues’.


Miguel Falabella diz que ‘essas mulheres que estão presentes no espetáculo são a cara das mulheres de hoje. Estão buscando seu entendimento a partir do entendimento de sua própria sexualidade’.

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A atriz Vera Setta cria um paralelo entre o sucesso da montagem e o comportamento feminino. ‘A mulher está querendo contabilizar suas conquistas. O sucesso da peça demonstra que existe um interesse comum nesse sentido’.


A diferença de hoje para os anos 60, quando as feministas foram às ruas queimando sutiãs está justamente no humor. Se anteriormente havia o rompante do contraste entre o claro e o escuro, nestes novos tempos há espaço para o colorido, o riso, a alegria – e assim, falar-se da identidade feminina tomando como partida uma parte de seu corpo.


Daí para se alcançar a alma e a vida, bastam algumas piadas da mulher sobre seus próprios defeitos e virtudes. O que não deixa de ser uma espécie de poder e uma nova conquista.

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‘Os Monólogos da Vagina’, de Eve Ensler, com Zezé Polessa, Bia Nunnes, Vera Setta. Direção de Miguel Falabella. Sexta e sábado, às 21 horas. Domingo, às 19 horas. Ingressos: R$ 40,00 (platéia), R$ 35,00 (primeiro balcão), R$ 25,00 (segundo balcão).


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