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Geraldo Azevedo faz show intimista em Londrina

31 dez 1969 às 21:33

Ele não é pop e nem está entre os artistas mais vendidos do Brasil, mas quem conhece as canções de Geraldo Azevedo não fica imune à sua poesia que celebra o amor e a vitalidade da música nordestina. Com agenda de shows lotada, que incluiu neste ano o Canadá, o cantor e compositor Geraldo Azevedo se apresenta sábado (29), às 20h30, no Teatro Ouro Verde. Usando apenas voz e violão, ele vai mostrar composições novas e músicas consagradas como ''Dia Branco'', ''Táxi Lunar'' e ''Canção da Despedida''.

Com 63 anos e 45 anos de carreira, Geraldo concorda com a definição do seu site oficial que o classifica como ''artista sensível, que caminha com firmeza''. ''É isso mesmo. Não faço parte dessa mídia banal, que valoriza o vulgar. Integro uma mídia alternativa e tenho o meu espaço conquistado junto às pessoas que admiram o meu trabalho'', comentou.


Violonista de grande talento, em suas canções faz uma mistura única entre harmonias sofisticadas da bossa nova e os ritmos pulsantes da música africana. Nessa colcha de retalhos podem ser encontradas líricas canções de amor, números caribenhos, músicas urbano-futuristas, xotes nordestinos, frevos eletrizantes. As composições feitas em parceria também são outro ponto forte do trabalho do artista, que divide a inspiração com Carlos Fernando, Renato Rocha, Capinam e Fausto Nilo, entre outros poetas.


Nascido em Petrolina, interior de Pernambuco, aos 12 anos Geraldo começou a tocar violão. ''Era um hobby, mas sem me dar conta a música me escolheu, não fui eu quem a escolheu. Estava estudando para ser engenheiro ou arquiteto, mas o dom da música já estava lá'', acrescentou.


A carreira profissional como músico tomou fôlego após aceitar o convite de Eliana Pittman para acompanhá-la no Rio de Janeiro, em 1967, como violonista. O que acabou se definindo como um caminho sem volta. Logo depois, já veio a parceria com Geraldo Vandré e o enfrentamento dos piores episódios da ditadura. Geraldo Azevedo chegou a ser preso duas vezes, torturado, mas sobreviveu conseguindo preservar o lirismo e a coerência da sua poética. ''Tudo serve como experiência de vida, mas procuro nas minhas composições valorizar o amor e os relacionamentos humanos. São as minhas grandes fontes de inspiração'', ressaltou.


Talentoso tanto como intérprete quanto compositor, Geraldo admite que ainda tem prazer nas duas searas musicais, mas que o ritmo de composição já não é o mesmo de quando era mais jovem. ''Para tocar, as articulações também já dão sinal do tempo passado, mas, por outro lado, acho que canto melhor hoje, gosto mais da minha voz'', contou o artista, que parou de fumar há 20 anos e evita bebidas geladas e ar-condicionado.


Tendo adotado o Rio de Janeiro como a sua casa, onde criou os quatro filhos e convive com os dois netos, Geraldo mantém uma efervescência criativa admirável. No último dia 14 gravou no Circo Voador o primeiro DVD da sua carreira, que teve inclusive os cenários criados por ele.


Recentemente também concluiu a gravação do CD ''Salve São Francisco'', com oito canções inéditas e quatro regravações que homenageiam o Rio São Francisco. Nesse último trabalho, também foi feito o registro em vídeo das gravações, que contou com depoimentos especiais de alguns convidados como Ivete Sangalo, Djavan e Fernanda Takai. Todo esse material deverá ser lançado no ano que vem após o Carnaval. Seu último lançamento foi ''O Brasil existe em mim'', em 2007.


Serviço:


Show com Geraldo Azevedo


Quando: sábado (29)


Horário: 20h30


Onde: Teatro Ouro Verde


Quanto - R$ 30 e R$ 15 (meia-entrada). Quem doar um quilo de alimento não-perecível na compra do ingresso também terá direito à meia-entrada. Não cumulativo

Pontos de venda - Capézio Londrina (R. Paranaguá, 921) - das 9h às 18h, Pátio San Miguel (Av. Higienópolis esq. c/ R. Espírito Santo) - das 14h às 19h e Bar Brasiliano (Av. Rio de Janeiro c/ R. Espírito Santo) - das 18h às 24h


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