A Série Petrobrás apresenta o espetáculo "Quem Canta Seus Males Espanta", um Coral Cênico, dentro da programação do 33° Festival de Música de Londrina. O evento será nesta quinta-feira, (25), às 19h, no Teatro Zaqueu de Melo e é aberto ao público. Um pouco antes, as 18h45, se apresentam no mesmo palco, o Coro Juvenil do FML, sob a regência de Patrícia Costa, cantando MPB e rock nacional.
A apresentação de "Quem Canta Seus Males Espanta" é dos alunos do curso de "Prática de Coro Cênico", ministrado pela professora Patrícia Costa e vai incluir músicas de Chico Buarque, Marisa Monte, Beatles e até um samba japonês, que foi sucesso com o Trio Esperança, que mora no Japão. A escolha do repertório ficou por conta da professora e de seu assistente, o pianista/acompanhador e arranjador Danilo Frederico, que veio do Rio de Janeiro junto com Patrícia. "Quando tem cena e o grupo é iniciante, o apoio harmônico dá um norte para o trabalho, como eu já sabia que aqui, como em todos festivais , a coisa é meio rápida, eu ia precisar desse apoio e convidei Danilo", argumenta a professora.
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Um coro cênico, segundo Patrícia, não é um musical da Broadway. O coro trabalha com linguagem corporal e cênica emprestada do teatro. Coro cênico é uma proposta de uma nova abordagem para o canto coral. "Na verdade essa nova abordagem não é tão nova assim. Nas décadas de 60, 70, já aconteciam alguns movimentos no Brasil. Depois veio Marcos Leite, na década de 80", diz Patrícia, que trabalhou com ele no Garganta Profunda, coral cênico que se destacou naquela época.
Mas segundo Patrícia, o coro cênico Cobra Coral, também sob direção de Leite, foi quem abriu o caminho, vencendo o prêmio revelação no MPB Shell 80. "Isso deu uma nova roupagem. Foi uma quebra de linguagem, de concepção do que seria o canto coral. Que saiu daquela coisa tradicional de batas, todos de preto, descalços", explica Patrícia.
Patrícia Costa enfatiza que hoje em dia os profissionais da área estão tentando abrir mais caminhos, novas possibilidades, buscando uma linguagem brasileira para o canto coral. Embora não existam muitos coros cênicos no Brasil, o país já comporta alguns encontros nessa área. "As pessoas estão começando a entender que a cena não é para tampar um buraco daquilo que musicalmente não está bom, mas sim a cena como mais um recurso corporal e expressivo para se chegar a uma comunicação com a plateia", na opinião da professora.
No 33º FML os alunos estão se preparando faz duas semanas. "É muito legal vir aqui pra Londrina e encontrar um pessoal já bem musicalizado. Eles timbram e afinam muito bem". A presença dos homens no curso é menor do que de mulheres. Segundo Patrícia isso é uma tendência mundial, que talvez aconteça por puro preconceito. "É uma arte invisível. Você nunca vê um personagem de novela dizer: bom agora eu vou para o meu coral", brinca Patrícia.
Patrícia Costa é regente, arranjadora vocal e diretora cênica licenciada e mestre em Música pela UNIRIO. Dedica-se ao canto coral desde 1978, como cantora e, como regente desde 1993. Ex-integrante da Orquestra de Vozes Garganta Profunda, dirigida por Marcos Leite.
Serviço:
Coral Cênico
Espetáculo "Quem Canta Seus Males Espanta"
Direção: Patrícia Costa
Dia 25 de julho, quinta-feira, às 19h
Teatro Crystal Palace
R. Quintino Bocaiuva, 15
Gratuito