Se a maré não está para peixe em termos econômicos, ainda dá para driblar a falta de verba e assistir aos espetáculos gratuitos que fazem parte da programação do Festival de Teatro de Curitiba. Vinte e três espetáculos - dos 160 que integram o Fringe - têm entrada franca. As apresentações gratuitas também se estendem à Região Metropolitana de Curitiba, com a inédita Mostra Metropolitana.
A maratona com entrada franca começa na sexta-feira, com a peça ''Adelaide Fontana''. A tragicomédia catarinense conta a história da apresentadora Adelaide. Ao saber que vai ser demitida, após 25 anos de trabalho, ela vê no seu último programa a oportunidade de corrigir tudo o que disse aos seus ouvintes no passado. A atriz Luana Raiter fica dentro de uma vitrine e, auxiliada por microfones, tem a sua voz projetada para a rua. O texto é de José Saffioti Filho e foi adaptado por Cristiano Sheinner e Pedro Benatton, Márcia Nunes e Pedro Benaton assinam a direção.
No calçadão da Rua XV, o chafariz instalado bem em frente a loja C&A, finalmente ganhou um sentido: vai abrigar o espetáculo ''Aqui Você Verá Lebres e outro Animais Mortos Manipulados por Atores Escondidos''. A Companhia Silenciosa, de Curitiba, se apropria de performances populares e mostra um trabalho cheio de surpresas. A peça se estende pelo tempo recorde de quase seis horas e a direção é de Henrique Saidel. Também será apresentada no chafariz do Largo da Ordem e da Praça Osório.
As peças de rua do Fringe se estendem até o dia 30, centradas no Largo da Ordem e em outros conhecidos espaços da cidade. Com excessão do espetáculo ''Aqui você verá Lebres e outros Animais Mortos'', que tem 5h48 minutos de duração, todos os espetáculos são relativamente rápidos.
Uma atração que pode tanto encher os olhos de quem está só de passagem, como deliciar os amantes do gênero, já que o maior desafio dos espetáculos de rua não é só juntar o público, mas fazê-lo ficar, ao menos, até o final da peça.
Confira a programação dos espetáculos do Festival de Teatro de Curitiba aqui.