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Festival de Teatro de Curitiba começa nesta quinta com Sonho

Zeca Corrêa Leite - Folha de Londrina
20 mar 2002 às 17:43

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A celebração em cena. Com total despudor a Cia. de Dança de Minas Gerais entrega-se à alegria, à magia e à oferenda artística tomando como mote o espetáculo que descerra, nesta quinta-feira, as cortinas do XI Festival de Teatro de Curitiba.

No Teatro Ópera de Arame, a partir das nove e meia da noite, tem-se a estréia de ''Sonho de Uma Noite de Verão - Fragmentos Amorosos'', com direção de Gabriel Villela e coordenação coreográfica de Cristina Machado. Leia trechos da entrevista concedida pelo diretor:

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Há um mês ''Sonho de Uma Noite de Verão - Fragmentos Amorosos'' estava em gestação. Como você vê o espetáculo agora, já concebido?
O que acontece é o seguinte: quando a gente entra na Ópera de Arame para fazer ''Sonho de Uma Noite de Verão'' modifica tudo. Muda a substância da matéria. Não estou fazendo apologia da arquitetura da Ópera, mas a relação dela com os elementos naturais, a forma como está posicionada aqui dentro, então quando você entra com a fábula shakespereana e prepara o palco, a casa inteira está disponível. Então não foi à toa que isso aqui foi inaugurado com ''Sonho de Uma Noite de Verão'', e que está sendo revisitado agora através de um componente dissonante que é a dança, de mãos dadas com o teatro. O que acontece de mais curioso e prodigioso é o fato de você entrar num espaço que acaba modificando, inclusive na cabeça do bailarino, a conduta dele em dançar Shakespeare.


Dentro da sua dramaturgia como você coloca esta montagem?
Se for uma questão subjetiva ela está mais para 'Sonho de Uma Noite Primaveril'. Agora, a relação com a arte está muito bacana nesse instante. É um tempo de fartura, de celebração, de reconquistas, de amadurecimento. Shakespeare é um autor que propicia e te leva a uma reflexão existencial, psicológica, a filosofar sobre a arte e o homem artista que você é. Estar lidando com ele a todo instante, é estar renovando o contrato eterno com o teatro, com a arte. É muito bom isso.

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» Leia a entrevista completa na Folha de Londrina desta quinta-feira.


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