Só um milagre pode conferir ao Ópera de Arame o título de ''espaço ideal'' para apresentação de espetáculos. A intervenção divina ainda que dos deuses do teatro é esperada hoje, na abertura da 12ª edição do Festival de Teatro de Curitiba.
A Fraternal Companhia de Arte e Malas-Arte abre o evento com o ''Auto da Paixão e da Alegria'', que aborda os milagres de Cristo com uma interpretação bastante peculiar. A companhia paulista concebeu o espetáculo para palco italiano e já conhece a fama da dificuldade, principalmente acústica, do Ópera. Ainda assim, está animada com a responsabilidade de abrir, às 21 horas, o maior evento teatral do País.
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A companhia paulista chegou ontem na cidade para participar pela primeira vez do festival. O evento vai até o dia 30, com cerca de 200 peças na grade de programação. O convite para a Fraternal abrir o festival surgiu no final do ano passado, numa época em que o grupo começa a dar os primeiros passos em busca de reconhecimento nacional.
A Fraternal completa uma década de formação este ano e nesse período vem desenvolvendo um trabalho de pesquisa calcado nas comédias populares. Há um ano e meio assumiu o Teatro Paulo Eiró, em São Paulo, onde pôde dar vazão aos seus projetos de pesquisa que inclui principalmente os autos.
''O Auto da Paixão'' é a terceira peça que a Fraternal apresenta no teatro paulista. O espetáculo já foi indicado para seis prêmios, o mais recente para o Prêmio Shell 2002 de Melhor Autor.
SERVIÇO:
Abertura do 12º Festival de Teatro de Curitiba, hoje, às 21 horas, no Ópera de Arame (Rua João Gava s/n), com o espetáculo ''O Auto da Paixão e da Alegria''. Ingressos a R$ 20,00 e R$ 10,00. O FTC vai até o dia 30 de março.
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