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Escritores do Paraná falam sobre Jorge Amado

Redação - Folha do Paraná
07 ago 2001 às 16:10

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Veja aqui a opinião de alguns escritores e críticos paranaenses sobre a importância da literatura de Jorge Amado.


- Miguel Sanches Neto (escritor e crítico literário):

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"A maior qualidade da obra literária de Jorge Amado está no fato dele conseguir falar sobre a coletividade brasileira. Isto é raro, já que os escritores têm uma tendência a se voltar ao seu próprio umbigo. Em seus livros, ao contrário, ele não fala apenas sobre suas idéias, mas mostra todo o povo baiano. Há um ponto negativo em sua obra, que está exatamente em reduzir a complexidade do homem brasileiro, mostrando apenas a religiosidade e a sensualidade dos baianos. Apesar de tudo, indiscutivelmente, Jorge Amado foi o escritor brasileiro que alcançou a maior projeção internacional de todos os tempos. Foi uma grande injustiça ele nunca ter recebido um Prêmio Nobel de Literatura".


- Wilson Martins (escritor e crítico literário)

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"Jorge Amado foi o autor mais representativo da literatura do Nordeste, nos anos 50. É também o escritor brasileiro mais divulgado no exterior. Para os europeus e norte-americanos, representa a imagem que eles têm do Brasil, como exotismo tropical e religiões africanas. Ao mesmo tempo que é odiado por algumas mulheres por sua linha antifeminista, Jorge Amado é nome de um clube de mulheres na Itália. Entre seus livros mais importantes estão "Terras do Sem Fim", "Gabriela Cravo e Canela" e "Tenda dos Milares".


- Wilson Bueno (escritor)

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"Jorge Amado foi para mim sinônimo de literatura. Descobrí-lo aos 12 anos e continuar assistindo à sua carreira gloriosa, foi destas boas coisas que nos dão e hão de nos dar sempre a Literatura. Amado foi sobretudo um escritor de seu tempo. Mergulhou até a raiz no ofício insensato de decifrar o Brasil e assim, desvendar a alma humana. Destaco de sua obra os livros "Quincas Berro D'Água" e "Velhos Marinheiros", com a inesquecível, memorável e para sempre amorosa figura do capitão de longo curso Vasco Moscoso de Aragão. Amado escreveu desleixado, mas com grandeza e genialidade."


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