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Duas formas de fazer arte

Elisa Marília Carneiro - Folha do Paraná
11 set 2001 às 13:41

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A partir de hoje, o Museu Alfredo Andersen, em Curitiba, abriga duas exposições bem diferentes uma da outra. A artista plástica Leila Pugnaloni mostra "Jujus, Jogos de Luz e Alegrias de Viver" e o pintor Juliano Debarros inaugura "A Casa".
Em comum, os artista têm a formação na Escola de Música e Belas Artes do Paraná. Leila trabalha com madeira velha, que imagina terem pertencido a residências. "Imaginei impedir que esse material virasse pó por já ter perdido sua utilidade original. Recortando-os e dando-lhes novos formatos, que podem ser figurativos ou indefinidos, tendo torná-los suporte de novas mensagens", conta.
Beirando o artesanato, o trabalho de Leila evoluiu dos desenhos de 20 anos de experiência profissional e o título inspirou-se na expressão francesa "faire joujous" (juju), que significa "brincadeira". O nome da mostra recebeu, portanto, o nome de "Jujus, Jogos de Luz e Alegrias de Viver".
Leila desenha, escreve e pinta nesses pedaços de madeira. Usa as cores preto, pink, púrpura, e o que chama de cores psicodélicas em tinta acrílica. "São brinquedos que se aglutinam e foram montados numa parede de oito metros de comprimento, e ainda podem se expandir e ser mostrados em locais diferentes."
Os jujus são lúdicos e singelos propondo a alegria de viver, ensejando uma atmosfera de leveza ou jogos imaginários de cores. Também evocam o compromisso com a natureza, de reciclar, reaproveitar e transformar.
Por sua vez, Juliano Debarros mostra em "A Casa" um trabalho de composição e simetria, aliado à cor, produzindo um efeito vibrante e delicado ao mesmo tempo. "A Casa" serve de moradia para as transformações cromáticas, em encáustica sobre tela.
O diagrama da casa é o motivo para essas obras, em cores intensas em extensões retangulares. Juliano pretende com essa mostra colocar o espectador em contato com as experiências da luminosidade e da opacidade. "Esta fase começou com um trabalho que fiz para um convento em João Pessoa, quando trabalhei com planta baixa e diagramas", esclarece.
Juliano diz que o trabalho começa com a fabricação da tinta feita por ele mesmo. "Eu faço as minhas cores e procuro usar matizes diferentes das industriais."

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Exposições dos artistas plásticos Leila Pugnaloni e Juliano Debarros, no Museu Alfredo Andersen (Rua Mateus Leme, 336 telefone: (41) 222-8262), em Curitiba. De hoje ao dia 12 (a mostra de Juliano Debarros) e ao dia 19 (a mostra de Leila Pugnaloni) de segunda a sexta-feira, das 13 às 18 horas e sábado, das 10 às 16 horas. Entrada franca.

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