O prédio da Cietep em Curitiba, menina dos olhos de seu criador, o empresário José Carlos Gomes Carvalho, o Carvalhinho, serviu de base para que 20 estudantes das faculdades de moda do Estado mostrassem ao público o que vêm aprendendo em sala de aula. Os selecionados do Prêmio João Turin tiveram como tema o mesmo mote que levou um time de intelectuais a, em meados do século 20, protagonizarem o Movimento Paranista.
Todas as roupas conceituais tinham no pinhão, fruto das araucárias paranaenses, o ponto de partida para, através de sua capacidade criativa, transformá-lo em moda. Resultado: uma série de criações em cima da cor, da textura, do formato e da natureza que circunda a araucária. Cobras, casulos, pedras, peças estruturadas, odaliscas modernas (?), algumas referências certamente fruto de caronas em estilistas famosos e por aí vai.
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Como os concorrentes eram todos estudantes a forma bruta apareceu em grande escala e os concursos que premiam novos talentos servem para isso mesmo. Estimular quem tem talento e evidenciar o que precisa ser melhorado em cada trabalho. Peças com potencial para serem ainda mais exploradas que, por motivos óbvios laboratoriais dos aprendizes, ainda deixaram a desejar.
A ganhadora do prêmio, Francesca de Paulo Cunico Cordova, mostrou uma maturidade em seu projeto. Ela recebeu um troféu do artista Valdir Francisco e vai para Milão através do Projeto Milano da Secretária Estadual da Cultura para fazer intercâmbio com entidades da Itália. As peças da ganhadora foram trabalhadas em sua totalidade: conceito, desenvolvimento, tecidos, cores. Perfeito. A estudante do Senai sai ganhadora e o público satisfeito com o que viu. Aplaudiu de pé a novata estilista.