Por definição o mosaico é a arte de fracionar para remontar, e dentro dessa filosofia a 2ª Mostra de Mosaico de Curitiba vai mostrar cerca de 300 obras de 76 artistas e artesãos paranaenses, com abertura nesta quinta-feira, às 9 horas, no Museu do Jardim Botânico, numa exposição intitulada "Momentos".
Os mosaicos dos paranaenses usam todos os tipos de materiais e abordam temas como a fauna e a flora brasileiras. "Podemos até dizer, sem medo de errar, que já existe um estilo brasileiro de mosaico", adianta a artista plástica Bea Pereira.
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Estarão expostos trabalhos em madeira, cascas de ovos, cerâmica, mármore, pasta vítria, até objetos de decoração como bandejas, porta-retratos, painíes, biombos e tampos de mesa.
Segundo a artista plástica, o mosaico é a mais antiga e durável forma de arte, com cores que nunca desbotam e resistem ao tempo por séculos. A história do mosaico é, como ele próprio, fragmentada. Floresceu em certos períodos, desapareceu em outros, e resurgiu mais tarde.
A mais antiga expressão do mosaico é a romana, com obras feitas em mármore. O mosaico bizantino coloriu os trabalhos usando pastilhas de vidro. Trabalhos magníficos foram realizados, como o da Basílica de São Marcos, em Veneza.
Mas foi o movimento Art Nouveau que inovou também no mosaico, introduzindo o estilo abstrato e estilizando as formas. Nessa fase a cidade de Barcelona se destacou pela exuberância das criações do arquiteto Antoni Gaudi, que levou o mosaico a uma multiplicidade, revestindo prédios, bancos de jardim e até telhados.
2ª Mostra de Mosaico de Curitiba, desta quinta-feira ao dia 11, no Museu do Jardim Botânico, das 9 às 20 horas.