Pesquisar

ANUNCIE

Sua marca no Bonde

Canais

Serviços

Publicidade
Publicidade
Publicidade

'Caramuru' estréia nos cinemas do Brasil

Simone Mattos - Folha do Paraná
08 nov 2001 às 11:43

Compartilhar notícia

siga o Bonde no Google News!
Publicidade
Publicidade

O diretor Guel Arraes e os atores Luis Melo e Camila Pitanga vieram a Curitiba para participar da pré-estréia de ‘Caramuru - A Invenção do Brasil’. Após grande sucesso na TV, em formato de mini-série, a produção foi adaptada para o cinema e chega amanhã a 120 salas do Brasil, sendo três em Curitiba e uma em Londrina.

Com muito bom humor, o filme narra a lenda do casamento entre o português Diogo Álvares/ Caramuru (Selton Mello) e da índia Paraguaçu (Camila Pitanga), tendo como cenário o paraíso tropical que o Brasil era na época de seu descobrimento.

Receba nossas notícias NO CELULAR

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp.
Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.
Publicidade
Publicidade


Após muita pesquisa feita pelos roteiristas Guel Arraes e Jorge Furtado, a filmagem foi concluída em oito meses, com locações no litoral paulista e em Portugal. O resultado final é saboroso. O encontro entre os dois mundos revela com sutileza o choque entre o velho e o novo, o preconceito e a autenticidade, o paraíso e a devastação.


A nitidez perfeita das imagens foi possível graças ao sistema HDTV. Trata-se da primeira experiência no Brasil de um filme originalmente registrado com câmera digital de alta definição.

Publicidade


Com orçamento médio de R$ 2,5 milhões, o filme conta ainda com direção musical de Lenine, cenografia de Fábio Rangel e belos figurinos de Cao Albuquerque. No elenco estão também Deborah Secco, Tonico Pereira, Debora Bloch, Pedro Paulo Rangel e Diogo Vilela. A seguir, acompanhe alguns trechos da entrevista coletiva concedida ontem pela manhã, em Curitiba.


Folha - Você fez a mini-série ‘Caramuru - A Invenção do Brasil’ pensando no filme ou vice-versa?

Publicidade


Guel Arrares - Na verdade, foi pensando nos dois. É diferente do ‘Auto da Compadecida’, que na TV já tinha um formato de filme e eu só enxuguei para o cinema. Em ‘Caramuru’ são formatos diferentes, linguagens diferentes. O que eu e o Jorge Furtado (roteirista) queríamos de qulaquer jeito era contar a história de Caramuru e Paraguaçu. Tivemos a oportunidade de fazer isto na TV, durante as comemorações do descobrimento do Brasil. E então, já começamos a prever a remontagem para cinema.


Folha - Como foi o processo de pesquisa histórica?

Publicidade


Guel Arraes - Em 1999, eu e o Jorge começamos a pensar que o ano seguinte seria ideal para lançar algo que falasse sobre a História do Brasil. A partir daí, começamos a ler, ler, ler e pesquisar muito. Quando surgiu a oportunidade, fizemos a produção com duplo formato.


Folha - Como foi a escolha do elenco?

Publicidade


Guel Arraes - Todo o conceito do filme trabalha o encontro entre o Novo e o Velho Mundo. O elenco também tem esta divisão. Para representar os personagens do Velho Mundo eu apelei para a velha trupe de comediantes, com os quais eu trabalho há muito tempo... Para o Novo Mundo, preferi jovens atrizes, que nos desafiassem, que trouxessem frescor ao filme. Para escolhe-las, eu vi muita fita... Eu sabia que elas teriam um osso duro de roer e que estariam à frente de um time muito experiente. Agora, com o Selton Mello foi diferente. Ele, apesar de jovem, começou a trabalhar muito cedo e tem muita experiência... Costumo dizer que ele é um jovem velho ator (risos). Ele fica exatamente ao meio dessa divisão do elenco...


Folha - Como foi o processo de composição da Paraguaçu?

Publicidade


Camila Pitanga - A preparação foi super importante. Primeiro uma mesa de leituras com todo o elenco. Depois ensaios com marcação. O desafio foi muito grande para mim e para a Déborah (Secco) por causa da língua que as índias falam no filme. Não é um texto coloquial, não é tupi, também não é o português que a gente fala, é quase uma poesia. Tivemos que ralar muito para tornar aquilo orgânico e fluente. Quanto a Paraguaçu, só pude percebê-la definitivamente quando assisti ao filme pronto. Ela mistura pureza, malícia, autenticidade e sensualidade, de uma forma que tem tudo a ver com o comportamento brasileiro. Nós brasileiras temos mesmo um suingue, um remelexo diferente das européias por exemplo. Isso fica bem evidente na Paraguaçu...


Folha - Foi mais difícil que fazer televisão?

Publicidade


Camila Pitanga - O ‘Caramuru’ ’ é um filme diferente: tem uma partitura teatral, quase uma coreografia, num pique e num tempo de televisão, tempo Guel Arraes mesmo (risos), mas os cortes são cinematográficos... Nas minhas duas outras experiências em cinema (filmes que ainda não foram lançados), a experiência havia sido bem diferente.


Folha - Neste momento bom do cinema nacional, até que ponto produções casadas entre TV e cinema, como ‘Caramuru’ e ‘O Auto da Compadecida’ ajudam a levar o grande público ao cinema?


Guel Arraes - Eu acho que os dois podem se ajudar. Filmes do Renato Aragão ou da Xuxa já levam há muito tempo o público da televisão para o cinema. Mas o caminho não é obrigatório e nem garantia de que vai dar certo. A grande questão é se vai agradar ou não, se tem algo a dizer ou não. É claro que a TV pode ajudar sim, afinal é um veículo que há 30 anos produz todos os dias. Agora, ao mesmo tempo, o cinema brasileiro também tem preparado um bom terreno... Por exemplo, chegar hoje com um filme em cartaz é muito melhor que ter chegado dois anos atrás.


Folha - Além de contar a história do Brasil, ‘Caramuru’ tem uma linguagem específica. Isto pode dificultar a sua compreensão no mercado internacional?


Camila Pitanga - Eu acho que o filme pode interessar ao mercado externo sim. É um filme sobre comportamento humano, sobre o encontro de um casal e de dois mundos diferentes. Isso interessa em qualquer lugar.


Miguel Arraes - É, ele é basicamente uma comédia de costumes de época. Mas a gente fez este filme com uma emoção bem brasileira...


Luis Melo - Assim como no ‘Auto da Compadecida’, o filme tem muito de Macunaíma, que mostra a facilidade com que as culturas se mesclam, interagem. E isso é algo que aconteceu e acontece no mundo todo... Não interessa só ao Brasil. Se estamos falando do caráter do homem brasileiro, estamos automaticamente falando do homem universal.


Folha - Já há algo delineado para a carreira internacional do filme?


Guel Arraes - Ainda não temos contatos internacionais. Tudo vai depender do resultado no mercado nacional.


Folha - Este é o primeiro filme nacional a utilizar câmera digital de alta definição. Qual deverá ser o futuro do HDTV no Brasil?

Cadastre-se em nossa newsletter

Guel Arraes - A televisão deve começar a investir nisto, porque quem tiver mais filmes e programas em HD no futuro, estará melhor. É como na época em que a TV passou a ser colorida, quem tinha mais programas coloridos se deu bem. O HD também permitirá uma aproximação maior entre o TV e o cinema.


Publicidade

Últimas notícias

Publicidade
LONDRINA Previsão do Tempo

Portais

Anuncie

Outras empresas