Para os concorrentes de Cannes, este sábado é o dia D, a hora da verdade. Racionalmente, o júri deverá estar mais próximo do humanismo de ''Diários de Motocicleta'', de Walter Salles, e de ''A Vida é um Milagre'', de Emir Kusturica.
Ou do panfleto político estilo Michael Moore em ''Fahrenreit 9/11'' e das dúvidas amorosas e artísticas de Wong Kar-wai em ''2046'', podendo dividir entre esses a Palma, o Prêmio Especial do Júri e direção. E para melhor ator e atriz, há vários nomes a considerar, embora sem qualquer unanimidade prévia.
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Além do presidente, Quentin Tarantino, outros jurados são as atrizes Tilda Swinton, Emmanuelle Béart, Kathleen Turner, o ator Benoit Poelvoorde, os diretores Jerry Schatzember, o crítico Peter von Bagh e a escritora americana Edwige Dantica.
Pela primeira vez em 57 anos de festival, um júri vai se reunir com a imprensa para conversar sobre os resultados, em encontro marcado para o domingo. A idéia da organização é acrescentar transparência ao processo de escolha dos vencedores, colocando o júri diante de suas responsabilidades.
Não apenas uma animação competindo, mas logo duas (''Shrek 2'' e ''The Ghost in the Shell 2: Innocence''). E ambas segundas partes. Não somente um documentário, mas dois (''Mondovino'' e ''Fahrenreit 9/11'').
2004 vai passar para a história também como o ano em que o mangá (a história em quadrinhos japonesa) chegou a Cannes. Outro recorde: seis filmes asiátiacos, quase 35 por cento dos títulos em competição.
E se o bósnio Kusturica levar a Palma, o que não é difícil, será a terceira dele as outras foram ''Quando Papai Saiu em Viagem de Negócios'' (1987) e ''Underground''(1995). Um recorde.
Seguindo o sucesso da Lição de Cinema, dada todos os anos por um diretor de renome (agora Stephen Frears), também pela primeira vez o festival programou a Lição de Ator, inaugurada por Max von Sidow.
Outra estréia foi a sessão Cannes Classics, que vai ser uma homenagem permanente à história do cinema, com homenagens, obras restauradas, exposições.
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