Frida Kahlo (1907-1954) não pintava sonhos, mas a realidade que não a poupou de viver uma obsessiva paixão num nevoeiro de sofrimentos e solidão.
Imagens cravadas no coração dela e que se tornam o auto-retrato da mais importante pintora mexicana, homenageada na exposição comemorativa ao centenário do seu nascimento. A abertura será no dia 02 de julho, uma segunda-feira, no Tomate Seco Café Teatro, em Londrina.
Numa última frase enigmática em seu diário, Frida disse que esperava alegremente a saída, esperando também nunca mais voltar.
Esse é um entre tantos outros sinais de decepção da mulher que compensou a traição do marido, Diego Rivera, com amantes de ambos os sexos.
Seus quadros traziam essa pintura amarga da realidade, que sempre flertou com a artista, dividindo o mesmo quarto com a tragédia. ''Eu pinto-me porque estou muitas vezes sozinha e porque sou o assunto que conheço melhor'', afirmou Frida.
Alguns de seus primeiros trabalhos incluem o ''Auto-retrato em um vestido de veludo'' (1926), ''Retrato de Miguel Lira'' (1927), ''Retrato de Alicia Galant'' (1927) e ''Retrato de minha irmã Christina'' (1928).
Na exposição do Tomate Seco Café Teatro, Frida e as suas obras aparecem em 16 plotagens em vinil. Também estão nas toalhas de mesa, com um mosaico de 18 fotos da artista em várias fases da vida e que podem ser levados, como lembrança da mostra.
Várias hipóteses surgiram sobre sua morte por embolia pulmonar. A última frase do seu diário deixou pistas para que alguns acreditem em suicídio, mas as cores da tragédia pessoal da artista também pintaram uma outra versão, que diz que ela teria sido morta por uma das amantes do marido, envenenada com veneno de rato.
Serviço:
Exposição Frida Kahlo
A partir de 02 de julho
Local: Tomate Seco Café Teatro
Endereço: Avenida Maringá, 1730 (Londrina - PR)