O Fórum Permanente de Cultura do Paraná, que reúne parte dos artistas e promotores culturais que atuam no Estado, critica o processo de implantação do NovoMuseu, em Curitiba, e levanta irregularidades da Lei Estadual de Incentivo à Cultura.
Documento do Fórum, que se reuniu no último final de semana em Guarapuava, afirma que a forma como foi determinado o investimento na construção do NovoMuseu "contraria todo e qualquer princípio de participação e de prioridade". O texto reprova "o alto investimento de cerca de R$ 50 milhões, quando haviam (sic) muitas outras prioridades na área cultural e a centralização de mais um equipamento do governo do Estado na capital, (e) quando o clamor para a descentralização já conta de longa data".
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O Fórum reclama ainda da participação de curadores e profissionais da cultura de outros Estados no NovoMuseu - no texto, os artistas dizem que o Paraná possui "profissionais e pessoas capacitadas para estas funções" - e da terceirização da gerência e da administração do prédio.
Sobre a Lei Estadual de Incentivo à Cultura, o texto Fórum Permanente de Cutura considera o artigo 5º inconstitucional, pois exige uma pessoa jurídica para a apresentação de projetos culturais para as áreas onde existam atividades profissionais regulamentadas. (Artes Cênicas, Música, Cinema, Vídeo, Rádio e TV). Outra crítica é o impedimento da participação de "agentes públicos" na apresentação de propostas que sejam beneficiadas por esta lei.