Falar em quadrinhos sem citar Will Eisner é quase impossível, ao mesmo tempo que abordar o teatro contemporâneo no Brasil sem mencionar a Armazém Companhia de Teatro é uma tarefa bem difícil.
Essas duas referências se encontram hoje à noite no espetáculo ''Pessoas Invisíveis'', em cartaz hoje e amanhã na Mostra Contemporânea do Festival de Teatro de Curitiba (FTC). A montagem estreou em outubro do ano passado, no Rio de Janeiro, onde a companhia londrinense está fixada desde 1998.
''Pessoas Invisíveis'' marca os 15 anos de atividade do grupo e foi indicada em quatro categorias (atriz, autor, música e cenário) para o Prêmio Shell 2003. O espetáculo é baseado nos temas e roteiros abordados por Eisner em seis ''grafic-novels'', como ''New York - the big city'', ''The building'' e ''Dropsie Avenue''.
As histórias trazem personagens densos, muita vezes caricatos, que foram levados para o palco pelo diretor Paulo de Moraes. ''Montar Eisner era uma idéia antiga que está se formando desde a década de 80'', diz o diretor, que assina também a dramaturgia, ao lado de Maurício Arruda Mendonça.
Serviço:
''Pessoas invisíveis'', hoje e amanhã, às 21h30 e 20 horas, respectivamente, no Guairinha, dentro da programação do 12º Festival de Teatro de Curitiba. Ingressos a R$ 20,00.