A Catedral Metropolitana de Londrina promoveu a tradicional encenação da Via-Sacra nesta Sexta-feira Santa (3), com o grupo de atuação Paz na Terra apresentando o martírio de Jesus Cristo até a crucificação. Fiéis foram convidados a renovar a sua fé e esperança na atividade, refletindo sobre o sacrifício feito pelo filho de Deus. A atividade integra a programação da Semana Santa da Catedral, que será encerrada no Domingo de Páscoa com três missas.
O pároco Joel Medeiros explicou que o momento foi precedido pela Quinta-feira Santa (2), quando foi realizada a Ceia do Senhor e a instituição da Eucaristia. “Hoje a gente se une aos crucificados do mundo. A palavra Páscoa, Pessach, significa passagem, a Sexta-feira Santa é uma passagem, mas não podemos olhá-la isolada. Ela está dentro de um contexto da vida de Jesus, é uma passagem com uma certeza de algo muito maior, que é a ressurreição”.
Os fiéis experimentam uma mistura de sentimentos assistindo aos últimos momentos de Jesus, sentindo dor e refletindo sobre o sofrimento encenado, considerou o padre. “No momento bíblico do acontecimento, a gente percebe que até os discípulos vivenciaram essa experiência de parecer que o mal venceu, e tem hora na vida que parece que o mal é mais forte do que o bem. Mas, para nós cristãos, isso é questão de esperança, porque com a passagem, a gente olha adiante e diz ‘vamos vencer’ mesmo que esteja muito mal”, pontuou Medeiros.
‘Vivo o que Jesus viveu por nós’
O Paz na Terra é um grupo de atuação da própria Catedral Metropolitana, que encena a Via-Sacra há cerca de 25 anos. Rodolfo Lopes integra a apresentação há 14 anos, interpretando Simão Cirineu nesta sexta, o homem forçado pelos soldados romanos a carregar a cruz de Jesus a caminho do Calvário. Junto de 50 atores, Lopes encenou as 14 estações da Via-Sacra, que são os momentos cruciais da Paixão, Morte e sepultamento de Cristo. “É desde o início, com Judas entregando Jesus, com o açoite, a crucificação e a morte”.
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