Cena 1 - "Todas as artes são regidas por princípios imutáveis, leis fundamentais que não dependem do tempo nem da latitude. Enquanto a percepção sensorial se fizer normalmente no homem, através da porta comum dos cinco sentidos, um artista diante de um gato não poderá sentir senão um gato." - Monteiro Lobato
Cena 2 - "Belo da arte: arbitrário convencional, transitório - questão de moda. Belo da natureza: imutável, objetivo, natural - tem a eternidade que a natureza tiver. Arte não consegue reproduzir natureza, nem este é seu fim. O belo artístico será tanto mais artístico, tanto mais subjetivo quanto mais se afastar do belo natural." - Mário de Andrade
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As duas cenas acima, extremamente opostas, estavam presentes em um fevereiro literalmente abalado após uma exposição de arte, a famosa e ainda polêmica Semana de 22. Se por um lado, o Brasil se encaminhava para uma consolidação industrial, iniciando o processo que transformou os centros urbanos em pólos centralizadores de nossa economia, nossa elite social (barões do café, no caso de São Paulo) ainda estava resignada a preceitos considerados conservadores por uma geração que surgia.
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