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Difusão do maracatu

Maringá recebe batuqueiras para Encontro Estadual do Baque Mulher neste final de semana

Redação Bonde com assessoria de imprensa
16 abr 2026 às 09:57

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Foto: Divulgação
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A cidade de Maringá vai sediar a partir desta sexta-feira (17) o Encontro Estadual da Baque Mulher. A iniciativa, que segue até o domingo (19), vai reunir integrantes de diversas regiões do Paraná em uma programação dedicada à formação, articulação e difusão do maracatu de baque virado


Com atividades abertas ao público e ações internas voltadas às participantes, o evento é focado na valorização das mulheres dentro da cultura popular do maracatu e traz convidadas de referência. A programação é totalmente acessível em Libras e inclui mesas de debate, oficinas por naipes, rodas de conversa, ensaios coletivos e apresentações culturais, promovendo tanto o intercâmbio entre os grupos quanto a aproximação com a comunidade.

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Um dos principais destaques da programação é a participação da Mestra Joana Cavalcante, do Recife (PE), primeira e única mulher a comandar uma nação de maracatu, além de outras batuqueiras que atuam na preservação e transmissão desses saberes tradicionais. 


É um espaço de afirmação da vida negra em sua dimensão artística, espiritual e ancestral. Reunindo cerca de 100 batuqueiras sob a regência da Mestra Joana de Recife, fortalecemos o Maracatu como expressão viva da diáspora negra e instrumento de enfrentamento ao racismo religioso. Realizado em um ponto de cultura negro, o encontro dá relevo às nossas tradições e nossos modos de existir. Afirma também o corpo das mulheres negras para além da dor e do cuidado imposto, um corpo que celebra, ocupa e cria. Em um contexto de tantas violências, celebrar a vida das mulheres é, em si, um ato político”, afirma a coordenadora geral do projeto e coordenadora do Baque Mulher Maringá, Laís Fialho.  


O encontro terá representantes das filiais de Foz do Iguaçu, Matinhos, Curitiba e Londrina. O evento é gratuito e busca ampliar o acesso à cultura, fortalecer redes de mulheres e promover a circulação de práticas e conhecimentos ligados ao maracatu. A iniciativa também se consolida como um espaço de troca entre diferentes territórios, reafirmando a importância da cultura popular como instrumento de resistência e transformação social


No domingo, dia 19, haverá um espaço infantil comandado pelo Coletivo Colméia, formado por arte-educadoras, para garantir a participação das crianças. Além disso, o evento também terá uma feira de produtos artesanais e o formulário de expositores segue aberto, disponível para pessoas com trabalhos independentes. As inscrições podem ser feitas por meio deste formulário


O Baque Mulher é um movimento de empoderamento feminino, criado em 2008 pela Mestra Joana Cavalcante, que hoje ocupa o Brasil todo. “Esse intercâmbio é, antes de tudo, um encontro de história dessas mulheres, de forças, de ancestralidade. Então, trazer as mulheres de Recife para Maringá é permitir que a gente se reconecte com as nossas raízes, fortaleça nossos laços e reafirme a potência do maracatu como expressão de resistência e também transformação. É o poder de ver mulheres juntas construindo novas possibilidades, novos caminhos”, diz a produtora executiva Fernanda Santos, proponente do projeto e participante do Baque Mulher Maringá.

 

Serviço

O que: Encontro Estadual Baque Mulher

Quando: dias 17, 18 e 19 de abril

Onde: Casa Luanda (Avenida Gastão Vidigal, n°55)


Programação

17 de abril (sexta-feira)

19h às 22h – Abertura oficial

– Mesa: Mulheres negras no maracatu, nas artes e na educação

Convidadas: Mestra Joana Cavalcante, Bianca Silvério e Eloá Lamin

Mediação: Laís Fialho

– Samba com Pé de Laranjeira


18 de abril (sábado)

9h às 12h – Oficinas de maracatu por naipes

Convidadas: Mestra Joana Cavalcante, Jamile Passos, Marta Santos, Andréia Duarte e Sandrinha Viana

12h às 14h – Ajeum coletivo

14h às 18h – Oficinas do Baque Mulher e roda de conversa entre as filiais

18h30 – Samba de roda de Maré (aberto ao público)


19 de abril (domingo)

10h às 12h – Ensaio do Baque Mulher (filiais)

14h – Ajeum coletivo

16h às 22h – Aberto ao público

– Festejo de encerramento

– Dança dos orixás com Mestra Joana Cavalcante

– Apresentação das filiais do Baque Mulher do Paraná

– Samba das Cabrochas

– DJ Talita Trovoada

– Feira de expositores

– Espaço infantil


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