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Cantora Duffy critica '365 Dias' por glamorizar tráfico e sequestro de mulheres

Folhapress
03 jul 2020 às 14:18

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Reprodução/Instagram
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O polêmico filme polonês "365 Dias", disponível pela Netflix, foi duramente criticado pela cantora Duffy, 36, que o acusou de "glamorizar a realidade brutal do tráfico, sequestro e assédio". Em carta aberta à plataforma de streaming, ela ainda criticou a decisão da empresa de comercializar o longa.

"Eu realmente não sei o que pensar, dizer ou fazer, a não ser explicar nesta carta o quão irresponsável está sendo a Netflix por transmitir '365 Dias' (...) Essa não deve ser a ideia de entretenimento de ninguém, nem deve ser descrita ou comercializada dessa maneira", disse ela, segundo a revista americana Entertainment Weekly.

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Duffy revelou em abril que já foi estuprada, drogada e mantida em cativeiro por dias. Ela recordou esse episódio também na carta: "Eu não quero estar nessa posição de ter que escrever a você, mas em virtude do meu sofrimento me vi obriga a fazê-lo", afirmou, dizendo que o filme mostra essa violência.


"O que eu e outros que conhecemos essas injustiças precisamos é exatamente o oposto: uma narrativa da verdade, da esperança e da voz. Quando sabemos melhor, fazemos melhor", concluiu ela na carta. A cantora ainda comentou que passou por anos de terapia para conseguir superar o que aconteceu com ela.


A cantora, que ficou conhecida com o sucesso "Mercy", nos anos 2000, apresentou ainda estatísticas sobre o tráfico de pessoas, que teria 25 milhões de pessoas em todo o mundo, sendo 80% delas mulheres e meninas. Ela ainda chamou à reflexão os telespectadores que gostaram do filme.


O filme polonês ficou entre os mais vistos no Brasil pela Netflix nas últimas semanas. Apesar do roteiro fraco, ele abusa das cenas sensuais, o que o fez ser comparado a "50 Tons de Cinza". As comparações acabaram recaindo até sobre os atores Michele Morrone, 29, e Jamie Dornan, 38, que fez Christian Grey em "50 Tons".


Na história, o mafioso Massimo (Michele Morrone) sequestra a diretora de vendas Laura (Anna-Maria Sieklucka) para que ela se apaixone por ele em 365 dias. O filme, que já tem uma continuação confirmada, é baseado no livro de mesmo nome da escritora polonesa Blanka Lupinska, que conta com duas sequências.

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Apesar de ter ficado entre os filmes mais assistidos na plataforma em diversos países, internautas apontam que a produção romantiza a Síndrome de Estocolmo, que corresponde a uma condição em que o refém forma um vínculo com seu captor.


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