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José Pedro Friedmann

Ex-aluno da UEL é premiado na Alemanha com estudo sobre o combate do câncer

Redação Bonde com Agência UEL
16 jul 2026 às 15:31

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Andreas Heddergott / Universidade Técnica de Munique – TUM
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O pesquisador e professor da University of Würzburg (Alemanha), José Pedro Friedmann Angeli, 43 anos, ex-aluno da UEL (Universidade Estadual de Londrina) recebeu o Prêmio Alemão do Câncer 2026 pelas pesquisas desenvolvidas sobre o processo de regulação da ferroptose, um tipo de morte celular. Com aplicação na medicina oncológica, o estudo promissor poderá, futuramente, auxiliar no combate de tumores resistentes a drogas.   


O jovem pesquisador teve o estudo reconhecido na categoria Pesquisa Experimental, junto com o também pesquisador Marcus Conrad, diretor do Instituto de Metabolismo e Morte Celular do Centro Helmholtz Munich. O prêmio foi concedido pela renomada Sociedade Alemã do Câncer (Deutsche Krebsgesellschaft – DKG) e pela Fundação Alemã do Câncer.

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A longo prazo, as descobertas na área da biologia celular do ex-aluno da UEL e seus pares poderão auxiliar na elaboração de diferentes protocolos de tratamento contra o câncer. No meio científico, a ferroptose, segundo evidências já estudadas, desperta cada vez mais o interesse de pesquisadores em busca de alternativas contra o crescimento tumoral e a resistência aos tratamentos oncológicos.


Visibilidade mundial


Em entrevista à Agência UEL, José Pedro conta que ficou surpreso com a indicação ao prêmio, pois a pesquisa está em fase preliminar. “Foi uma grande surpresa porque trabalhamos com mecanismos fundamentais da biologia celular e, geralmente, esses prêmios são dados para pesquisadores com trabalhos mais avançados na área pré-clínica”.


Segundo ele, a conquista do prêmio dá visibilidade à pesquisa e à área de biologia celular, ao mesmo tempo em que potencializa a importância de entender os mecanismos de morte celular. “Como estrangeiro fico muito feliz. Quando eu saí do Brasil, nunca imaginei que a pesquisa que faríamos receberia tanta atenção, pois é resultado de um trabalho conjunto e reflete o esforço de muita gente”, aponta o pesquisador brasileiro.


Friedmann explica que o grupo investiga o processo de ferroptose, que consiste na morte celular que acontece como consequência do dano oxidativo em lipídios. Como exemplo, o pesquisador cita os ácidos graxos – encontrados em queijos e manteigas, quando são expostos ao oxigênio, eles oxidam, isto é, mudam a tonalidade, perdem sabor, o mesmo processo acontece nas células. “Nossas células são feitas de ácidos graxos, que quando são expostas ao oxigênio eles são modificados. E se essas modificações não forem reparadas ou inibidas, elas se acumulam e levam à morte celular. Então o processo da ferroptose é basicamente o estudo das vias celulares que inibem o processo e promovem os reparos de danos oxidativos”, explica o pesquisador.


Formação e sólida carreira acadêmica


O pesquisador José Pedro Friedmann Angeli acumula experiência nas áreas de Genética e Bioquímica. Ele concluiu o curso de Ciências Biológicas na UEL em 2005. Fez mestrado em Genética e Biologia Molecular também na UEL (2007). Hoje, ele atua como professor e pesquisador na Alemanha, na Translational Cell Biology, Rudolf Virchow Center (University of Würzburg).


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Fundada em 1.402, a University of Würzburg fica no estado da Baviera (Alemanha). É mundialmente reconhecida pela atuação na área de pesquisa.

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