Durante a quarentena imposta pela pandemia do novo coronavírus, algumas pessoas podem evitar ou recorrer à comida para lidar com a situação atual.
Neste momento de isolamento social, as pessoas podem ter sintomas de ansiedade ao ficarem preocupadas com emprego e a saúde, por exemplo, e descontam na alimentação em excesso, segundo Márcia Nacif, professora de nutrição da Universidade Presbiteriana Mackenzie e doutora em saúde pública pela USP (Universidade de São Paulo).
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Da mesma forma em que os momentos para trabalhar ou organizar o armário são criados, vale incluir o horário das refeições como almoço e jantar no planejamento da semana. Com rotina, "é possível evitar ficar beliscando algo a todo o momento", diz Márcia.
O autoconhecimento também é importante, afirma Maria Cláudia dos Santos, nutricionista, professora e coordenadora do curso de nutrição da Universidade Anhembi Morumbi . "É preciso diferenciar fome de vontade de comer, que pode ser causada por um momento de tédio, e saber quando está saciado."
As nutricionistas destacam que não há um alimento "milagroso" que aumente a imunidade de um dia para o outro. É pela alimentação balanceada que o corpo adquire as substâncias necessárias para funcionar corretamente. O organismo obtém vitaminas e minerais de frutas, verduras e legumes.
"O melhor para saúde é sempre manter o equilíbrio, ou seja, comer de tudo um pouco", diz Maria Cláudia.
De acordo com as nutricionistas, isso inclui guloseimas como chocolate.
Para evitar comer mais doces ou salgadinhos do que deveria, uma opção é ter pouca quantidade guardada em casa.
Dietas devem ter orientação de profissional
Para a nutricionista Márcia Nacif, parar de comer determinados alimentos sem prescrição não deve acontecer neste momento delicado e nem em nenhum outro.
"Dietas sem orientação [de um profissional] não são nem um pouco recomendadas", afirma Márcia.
A professora diz que, quando a pessoa restringe a alimentação para seguir uma dieta que promete milagres, por exemplo, pode acabar prejudicando a própria saúde, já que o corpo não terá todos os nutrientes necessários.
Já a nutricionista Maria Cláudia diz que as dietas restritivas podem afetar a imunidade e o bem-estar, já que a pessoa come menos do que deveria e sente fome o dia todo. Depois de um período, a pessoa pode perder o controle e comer muito mais do que o habitual, resultando em uma frustração pessoal.