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Campanha da Fraternidade

Papa manda mensagem ao Brasil e pede união para superar pandemia

Ansa Brasil
17 fev 2021 às 11:12

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Pixabay
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O papa Francisco enviou uma mensagem para os fiéis do Brasil nesta quarta-feira (17) pelo início da Campanha da Fraternidade 2021 e pediu a "superação das divisões" para atingir a união e vencer a pandemia de coronavírus Sars-CoV-2.


O tema da reflexão católica é "Fraternidade e Diálogo: compromisso do amor" e critica o discurso de ódio e o fundamentalismo religioso, bem como defende os direitos das minorias e a ciência no combate à pandemia de Covid-19.

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"Precisamos vencer a pandemia e nós o faremos à medida em que formos capazes de superar as divisões e nos unirmos em torno da vida. Como indiquei na recente Encíclica Fratelli tutti, 'passada a crise sanitária, a pior reação seria cair ainda mais num consumismo febril e em novas formas de autoproteção egoísta'. Para que isso não ocorra, a Quaresma nos é de grande auxílio, pois nos chama à conversão através da oração, do jejum e da esmola", escreveu o líder católico.


Segundo Jorge Mario Bergoglio, a 58ª Campanha da Fraternidade convida os fiéis a "sentar-se a escutar o outro e, assim, superar os obstáculos de um mundo que é muitas vezes um mundo surdo".

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"De fato, quando nos dispomos ao diálogo, estabelecemos um paradigma de atitude receptiva, de quem supera o narcisismo e acolhe o outro. E, na base desta renovada cultura do diálogo está Jesus que, como ensina o lema da Campanha deste ano, é a nossa paz: 'do que era dividido fez uma unidade' (Ef 2,14)", destaca ainda.


Para o Papa, a "Campanha da Fraternidade lembra que são os cristãos os primeiros a ter que dar exemplo, começando pela prática do diálogo ecumênico. Certos de que devemos sempre lembrar-nos de que somos peregrinos, e peregrinamos juntos, no diálogo ecumênico podemos verdadeiramente abrir o coração ao companheiro de estrada sem medos nem desconfianças, e olhar primariamente para o que procuramos: a paz no rosto do único Deus. "É, pois, motivo de esperança, o fato de que este ano, pela quinta vez, a Campanha da Fraternidade seja realizada com as Igrejas que fazem parte do Conselho Nacional das Igrejas Cristãs do Brasil (Conic)", escreveu ainda.

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Ao fim da mensagem, Francisco ressalta que "a fecundidade do nosso testemunho dependerá também de nossa capacidade de dialogar, encontrar pontos de união e os traduzir em ações em favor da vida, de modo especial, a vida dos mais vulneráveis".


Polêmicas

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A Campanha da Fraternidade causou polêmica neste ano entre os setores mais conservadores da Igreja Católica no Brasil por defender, entre outros pontos, os direitos das pessoas LGBTQI+.


Em nota oficial publicada após a divulgação do texto-base, a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) "reafirma que a Igreja Católica tem sua doutrina estabelecida a respeito das questões de gênero e se mantém fiel a ela".

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"A doutrina católica sobre as questões de gênero afirma que 'gênero é a dimensão transcendente do humano, compatível com todos os níveis da pessoa humana, entre os quais o corpo, a mente, o espírito, a alma. O gênero é, portanto, maleável sujeito a influências internas e externas à pessoa humana, mas deve obedecer a ordem natural já predisposta pelo corpo", informa.


O texto ainda afirma que a publicação "seguiu a estrutura de pensamento e trabalho" do Conic e que "não se trata, portanto, de um texto ao estilo do que ocorreria caso fosse preparado apenas pela comissão da CNBB".

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Sobre Cláudia Navarro

Cláudia Navarro é especialista em reprodução assistida, diretora clínica da Life Search e membro das Sociedades Americana de Medicina Reprodutiva - ASRM e Europeia de Reprodução Humana e Embriologia – ESHRE. Graduada em Medicina pela UFMG em 1988, titulou-se mestre e doutora em medicina (obstetrícia e ginecologia) pela mesma instituição federal e hoje é membro do Corpo Clínico do Laboratório de Reprodução Humana do Hospital das Clínicas, vinculado à mesma instituição.


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