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Especialista explica

Os perigos do pseudo déficit de atenção nas crianças

Redação Bonde com Assessoria de Imprensa
30 jun 2017 às 15:37

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Reprodução/Pixabay
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Dados da consultoria IMS Health do Brasil mostram que as vendas de um medicamento de tarja preta dispararam: 2,75 bilhões de caixas de cloreto de metilfenidato foram comercializadas no país entre julho de 2012 e julho de 2013. Em dez anos (de 2002 a 2013), houve um impressionante aumento de 775% no consumo de Ritalina (um dos nomes comerciais mais conhecidos do composto, que pode aparecer nas farmácias também como Concerta e Venvanse), segundo tese de doutorado da psicóloga Denise Barros desenvolvida na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj).

Os números foram obtidos com base nos relatórios sobre produção, importação e estoque de metilfenidato da Junta Internacional de Controle de Narcóticos, órgão vinculado à Organização das Nações Unidas (ONU). A tendência de crescimento já havia sido apontada em 2012, em um boletim da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que admitiu a ocorrência de "possíveis distorções" na utilização dessa medicação. "Este é problema cultural no Brasil que piora com atuação da indústria farmacêutica. As crianças passam por uma série de exames, como ressonância magnética e eletroencefalograma para buscar a causa orgânica, uma alteração no cérebro. Normalmente, 80% dos casos não têm causa orgânica e sim funcional", esclarece Simone.

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A Ritalina, cloreto de metilfenidato, é um estimulante do grupo dos anfetamínicos, que altera todo o perfil biodinâmico das crianças, e causa o mesmo efeito devastador que o uso prolongado de cocaína: muitas crianças se tornam robôs, ficam letárgicas, deprimidas e introvertidas, podem ter seu crescimento retardado ao romper os ciclos dos hormônios de crescimento liberados pela glândula pituitária, causando graves distúrbios no cérebro da criança. "A Ritalina reprime as atividades criativas, espontâneas e independentes na criança fazendo com que ela se torne mais dócil e obediente".

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O problema não está na criança, nem na escola, nem nos pais e sim no entendimento biológico e natural das funções mentais. "Enquanto acharmos que todas as nossas funções mentais são naturais, assim como nascem nossos cabelos, iremos buscar uma solução orgânica", esclarece Simone. Para Marangoni, o ideal é analisar como a atenção da criança está funcionando, para saber se, de fato, sofre de TDAH, e o primeiro passo para isso é a avaliação neuropsicológica que faz o mapeamento das funções mentais de atenção, concentração, memória, processamento das informações, planejamento e verificação do comportamento próprio da criança, além de analisar como os aspectos afetivos e emocionais interferem nos processos intelectuais.


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