Família

Oito dicas para escolher um bom pediatra para o seu filho

28 jul 2015 às 10:11

Mães e pais costumam sofrer com a escolha do pediatra de seus filhos. São muitas as preocupações em torno da questão, já que este é o médico que vai orientar a família desde o primeiro dia de vida da criança até a adolescência.

Para ajudar neste processo, José Luiz Setúbal, pediatra do Hospital Infantil Sabará, dá algumas dicas que podem nortear a melhor escolha. Veja o que você deve considerar:


Formação e especialização


No Brasil, os pediatras passam por graduação de seis anos em Medicina e depois por residência ou especialização em pediatria de pelo menos mais dois anos. Por isso, os pais devem estar atentos aos registros:


Para o exercício da profissão o médico deverá estar registrado no Conselho Regional de Medicina e ter o título de especialista dado pela Sociedade Brasileira de Pediatria ou alguma de suas afiliadas ou outras sociedades que tem especialidades pediátricas;


É possível buscar nomes e informações de pediatras qualificados nos sites da
Sociedade Brasileira de Pediatria, da Sociedade de pediatria de São Paulo e do Conselho Regional de Medicina de São Paulo.


Conversa com o pediatra


Os pais podem ligar para o consultório dos pediatras que pesquisaram ou receberam indicação de amigos e parentes. A recomendação é ser transparente: explique que está procurando um pediatra para seu filho e que gostaria de informações sobre o médico, sua formação, bem como os procedimentos gerais do consultório. Aqui está uma lista geral do que você deve perguntar neste primeiro contato:


Onde o profissional cursou a residência/especialização médica?


Tem pós-graduação? Tem outros títulos ou especializações?


Atende em algum hospital?


Atende o paciente se precisar de internação?


Atende em maternidade?


Trabalha com planos de saúde?


Como faz quando sai de férias ou em finais de semana?


Faz vacinas no consultório?


O consultório está convenientemente localizado?


É facilmente acessível por carro ou transporte público?


Qual é a política do médico para atender e retornar telefonemas?


Há uma enfermeira do escritório que pode responder a perguntas de rotina?


Existe outro médico para cobri-lo quando necessário?


Quem responde as chamadas de telefone quando o consultório está fechado ou durante as férias?


Outras avaliações


Observar a postura do profissional e notar se há um interesse genuíno do médico pelos problemas de seu filho;


Ter a percepção geral do ambiente: o médico e equipe do consultório foram amigáveis e atenciosos? Demonstram compaixão e paciência?


Checar como funcionam consultas em caso de doenças agudas. O consultório permite atendimento no curto prazo se o seu filho precisa do pediatra por causa de uma dor de garganta ou infecção mais sérias, por exemplo?


Perceber como o médico se comunica: se com clareza, usando a linguagem do leigo (sem jargões médicos) para explicar as doenças e tratamentos. Note se ele se esforça para assegurar que todas as suas perguntas são respondidas;

Verificar previamente quais são os valores usuais do médico para as visitas à criança doente, exames de rotina e imunizações.


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