Sabe aquela sensação maravilhosa que você tem quando cheira seu bebê? De acordo com uma pesquisa da Universidade de Montreal, no Canadá, isso acontece porque o cheiro do filho fortalece o vínculo com a mãe e a torna mais protetora.
De acordo com o estudo, ao comparar a atividade cerebral de mães com a de outras mulheres, enquanto ambas tinham de cheirar pijamas de recém-nascidos, os cientistas perceberam que as áreas ativadas eram diferentes. Nas primeiras, a reação acontecia no centro de recompensa, como ocorre após saciarmos a fome. Como tal circuito tem o objetivo de reforçar comportamentos essenciais para a nossa sobrevivência, como a alimentação, os pesquisadores concluíram que o aroma dos filhos desperta na mãe o instinto de proteção.
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"Ao longo de nove meses, enquanto a criança é gestada, o organismo da mãe também é programado para se vincular ao bebê, tanto do ponto de vista físico quanto psicológico", afirma o psicobiólogo Ricardo Monezi, especialista em medicina do comportamento da Unifesp, em entrevista à Revista Crescer.
O olfato tem tanto importância para a formação do vínculo que, segundo o psicobiólogo, mãe e filho se reconhecem através do cheiro. "A habilidade é necessária para que ela saiba quem é o filho e onde ele está, assim como se ele está bem, visto que algumas doenças alteram o suor e o hálito, por exemplo, interferindo no odor", explica Monezi.
E essa 'mania' é muito comum também no mundo animal, já que o hábito de cheirar os filhotes está presente na maioria dos mamíferos, como cães e gatos. Agora, quando alguém falar que você cheira demais seu bebê, já tem uma boa desculpa! (Fonte: Revista Crescer)