Resiliência frente às adversidades, capacidade de vislumbrar horizontes positivos apesar das frustrações e desilusões, controlar impulsos negativos e canalizá-los para situações construtivas e adequadas. Estas são característica de alguém com alta Inteligência Emocional. Este termo é usado para tratar da capacidade de um indivíduo de reconhecer e gerir as próprias emoções para conseguir reconhecer e interagir mais facilmente com as emoções dos outros e lidar com as demandas e adversidades diárias.
Não significa que se deva reprimir emoções, fazendo de conta que elas não existem. A IE nos convida a reconhecer emoções, admiti-las e não fugir delas. Mas ao reconhecê-las, promover meios de conduzi-las de forma que elas não se tornem destrutivas a nós mesmos e aos que convivem conosco.
Já é provado pela ciência que a qualidade de vida de um indivíduo está diretamente ligada a qualidade dos laços afetivos e do convívio que é capaz de construir ao longo da vida. Podemos ter o melhor cargo, a melhor casa, a melhor conta bancária, mas se nossos relacionamentos estiverem ruins, nada fará sentido. E aí entra o papel fundamental da Inteligência Emocional, que auxilia a aprimorar a empatia e consequentemente cultivar relações de maior qualidade. O entendimento dela nos permite ampliar a percepção acerca de nós mesmos, entendendo como as atitudes e sentimentos alheios impactam em nós. Isso estimula a tomarmos a responsabilidade pelo que sentimos. Desenvolver esta habilidade desde a infância é a base para a formação de adultos muito mais saudáveis e felizes.
Já existem diversos projetos no Brasil e no mundo que estão levando em consideração este tema. Mas saiba que você também pode desenvolver a Inteligência Emocional de seus filhos e das crianças ao seu redor. E o primeiro passo é: ensine-os a nomear e reconhecer as próprias emoções, sem julgá-las como certas ou erradas. São apenas emoções que precisam ser valorizadas sejam elas negativas ou não, para que não tenhamos adultos frustrados por reprimirem aquilo que sentem. Isto é super importante e irá impactar fortemente na autoestima da criança.
As informações foram fornecidas ao Portal Bonde pela psicóloga especialista em empatia, Semandar Marques.