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Descubra como estimular a inteligência do seu bebê em diferentes fases

Redação Bonde
19 jun 2015 às 13:23

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Reprodução
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Pesquisas realizadas nos últimos anos revelaram que os bebês, que julgamos tão ingênuos e incapazes, são praticamente máquinas de aprendizado. A mente deles é extremamente sofisticada e a absorção de conhecimento começa nos primeiros dias após o nascimento. Por isso, os pais têm papel fundamental na qualidade e na aceleração dos conteúdos que seus filhotes estão absorvendo. Veja a seguir o que fazer para ajudar seu pequeno a desenvolver da melhor forma a inteligência.

Janelas abertas

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As maiores transformações no cérebro de um ser humano acontecem nos primeiros seis anos e são determinantes por toda a vida. Nessa época inicial, os cientistas dizem que são abertas "janelas de oportunidades", como é chamado esse período especial para o aprendizado de muitas habilidades. Oferecer o máximo de estímulos é essencial para que a criança aprenda mais sobre o mundo. Entretanto, um engano muito comum entre os pais é achar que aprender coisas novas, como letras, cores ou números muito cedo é melhor. Não, não! Tudo tem o seu tempo certo e sobrecarregar a criança com elementos que ela ainda não é capaz de absorver, só a fará mal. Como na natureza, o pequeno morador deste mundo tem suas fases e o tempo certo para florescer.


Viver é o melhor aprendizado


Estimular a inteligência infantil não significa martelar matemática na cabecinha da criança. Do nascimento até os sete anos, o pensamento não é concreto, então de nada adianta querer que seja lógico. Mostrar vários cubos, por exemplo, dará a noção de quantidade. Aprender se faz brincando. Nessa fase, viver é, sem dúvida, o melhor aprendizado. Portanto, o que os pais podem fazer de mais efetivo é mostrar o mundo a seus filhos e deixarem-nos serem crianças, explorando, brincando, experimentando, correndo, pulando, gritando, se sujando e até sofrendo pequenos machucados. É assim que as sinapses (as ligações entre os neurônios no cérebro) vão sendo feitas na cabecinha em formação. Vale lembrar que o sistema nervoso ainda está em processo de acabamento, por isso deixar a criança livre, simplesmente vivendo, é o melhor para sua inteligência.


Conviver para aprender


É comprovado: os pequenos aprendem melhor quando estão em contato com outras pessoas. O contato interpessoal, seja com adultos ou outras crianças, faz com que elas se socializem e aprendam a se comportar no mundo, por meio da repetição e da imitação. Por isso, estar presente o máximo de tempo com seu filho e dividir com ele algumas atividades é fundamental para que ele aprenda mais. Deixá-lo interagir com crianças da mesma idade também acelera o processo de vários sentidos, como a fala e a locomoção.


Gestação: a formação de um indivíduo


Há uma nova pessoa sendo formada dentro de você e ela tem olhos e ouvidos em desenvolvimento. Embora você nunca tenha visto a sua carinha, ela existe e você pode - e deve - conversar com ela, já que a partir do quinto mês o bebê já tem a capacidade de escutar ruídos de fora da barriga da mãe. Envolver o bebê em carinho, falando com ele, direcionando atenção, acariciando a barriga e mostrando a ele que é um ser amado, desejado e esperado, formará as conexões de vínculo entre a criança e os pais. Isso garantirá noção de segurança ao ser em formação e, como consequência, um melhor desenvolvimento dos órgãos, membros e sistema nervoso. Por isso, não se sinta ridícula falando com sua barriga.


Parto: a transição entre dois mundos


O parto é determinante para o futuro de um ser humano. É no nascimento que muitas conexões cerebrais são feitas, classificando o comportamento emocional, físico e intelectual da criança. O mais indicado é que o parto seja no momento em que o bebê estiver pronto para isso e quando ele der o sinal, evitando o agendamento de um nascimento precoce. Se não for a hora, muito provavelmente alguns órgãos e sentidos não estarão completamente formados e isso pode ocasionar problemas ou um imperfeito funcionamento de tudo. Outro ponto importante é atentar para o mínimo de intervenções. O ideal é o parto natural, em que mãe e bebê se esforçam fisicamente para que ele venha ao mundo. Se não for possível, que a cesareana tenha o mínimo de intervenções médicas desnecessárias e que haja o que é chamado de humanização no parto, como o pai ou um parente dando apoio à mãe e que ela pegue seu bebê nos braços assim que ele nascer, para que se sinta protegido e amado.


0 a 3 meses


Costuma-se falar que o primeiro trimestre do bebê fora da barriga da mãe é como o quarto trimestre de gestação, já que ele ainda está aprendendo a se relacionar com o mundo extrauterino e, por isso, tem uma grande necessidade de se sentir confortável e acalentado. O melhor a fazer por seu filho neste período é estar muito próxima a ele: amamentar em livre demanda, dar colo sempre que puder, mantê-lo perto de seu corpo, usando um carregador de bebê, como um sling, por exemplo, conversar com ele para que se sinta seguro, já que sua voz é a que ele mais conhece, e deixá-lo bem pertinho de seu rosto, pois durante essa fase ele ainda não consegue enxergar nada com foco a mais de 30 centímetros de distância. Oferecer esse conforto à criança dará a ela, no futuro, condições de desenvolver sua capacidade afetiva de forma saudável e plena.


3 a 6 meses


Pouco a pouco o bebê começa a entender que ele e a mãe são pessoas diferentes. Até por volta dos 3 meses, ele acha que é uma extensão do corpo dela, por isso se sente tão aflito quando distante. Nessa fase, ele já começa a perceber o espaço ao seu redor, por isso brincadeiras como "esconde-achou" são muito saudáveis. Esse tipo de atividade, além de fortalecer a musculatura dos olhos do bebê, que segue os objetos, faz com que as conexões cerebrais sejam mais rapidamente ligadas, ajudando inclusive no aspecto emocional: a criança fica triste por que o brinquedo sumiu, mas na sequência fica feliz por que ele apareceu. Simples atos nessa fase ajudam sobremaneira tanto no aspecto físico quanto emocional de seu filho.


6 a 9 meses


A partir do sexto mês o bebê mostra firmeza para sentar e os pais já podem estimulá-lo a engatinhar, sempre respeitando a sua velocidade, claro, já que cada criança tem seu tempo de maturação cerebral e física. Deixá-lo de bruços no chão, sobre um tapete macio ou um edredom, fará com que ele comece a se arrastar e, depois, a engantinhar. Ter espaço e liberdade para se movimentar é muito importante nessa época, pois é aí que ele experimenta os movimentos de seu corpo e o percebe. Se ficar preso no carrinho, no quadrado, no andador ou no cadeirão, ele não descobrirá novos músculos e possibilidades de locomoção. Essa também é a fase tátil da criança. Dê a ela objetos de diferentes texturas e densidades, como um chocalho liso, um mordedor macio, uma bolinha áspera. Isso estimulará a parte do sentido do tato no cérebro da criança e a preparará para a próxima fase, em que começará a se preparar para aprender a andar.


9 a 12 meses


Essa é a fase-chave da linguagem. Seu pimpolho começa a usar a linguagem para dar nome a objetos e àquilo que deseja. E o faz usando as mãos também: mostra um brinquedo, segurando-o, por exemplo, e fala ou balbucia seu nome. É a coordenação motora fina sendo desenvolvida. Para ajudá-lo, pais e mães podem, nessa fase, dizer várias vezes o nome das coisas, pronunciar palavras diferentes mostrando os objetos, também começar a demonstrar quantidades, exemplificando com um copo cheio e outro vazio. Quanto mais vocabulário a criança tiver contato, mais ela ampliará seu universo linguístico. Cantigas, conversas, histórias e músicas são muito válidas neste momento. Use e abuse da comunicação com seu bebê! Aos poucos, ele vai se tornando um pequeno papagaio, repetindo tudo o que você fala.


12 a 15 meses


Toda mãe sonha em ver o filhote andando na festinha de aniversário de 1 ano. Normalmente, é por volta dessa idade que ele consegue se locomover em pé e sozinho. Mas, isso pode variar: tem crianças que com 9 meses já andam e outras que começam a fazer isso por volta de 1 ano e 3 meses. Tudo certo, todas estão dentro do desenvolvimento normal. Para estimular a locomoção, os pais devem deixar a criança livre para experimentar. Com segurança, é claro, solte seu filho em um espaço onde ele possa andar, cair, levantar, rolar. E não interfira a cada pequeno tropeço. Fique apenas observando, de longe, e deixe que ele reconheça seus movimentos no espaço, potencializando assim suas conexões cerebrais. E se cair e machucar, console-o, dando um abraço e um beijo e dizendo o tão acolhedor "mamãe está aqui, está tudo bem", que fará com que ele se sinta encorajado a continuar suas descobertas, apesar das dores ocasionais. Aliás, como tudo na vida, não é?


15 a 18 meses


A explosão da linguagem! É nessa fase que os bebês começam a pronunciar com mais clareza as primeiras palavras. Nesse momentos, os pais devem estimulá-lo a usar a linguagem oral, repetindo palavras e associando-as a objetos. Por exemplo: mostre o copo e repita "copo". Naturalmente, ele vai repetir, pois nessa fase muito é aprendido pela repetição, uma das formas mais fáceis de gravar algo no cérebro. E é comprovado: voz de mãe é bálsamo para o ouvido do filho. É importante a mãe conversar com a criança, falar devagar, usando expressão facial, sempre olhando nos olhos dela. Nessa idade talvez o bebê ainda não entenda o significado de tudo, mas conversar vai fazer com que o cérebro fique mais preparado para, aos poucos, ir entendendo melhor sua capacidade de se expressar.


18 a 21 meses


Como a linguagem está sendo formada amplamente, colocar música para o bebê ouvir é um grande aliado para o bom desenvolvimento de seu intelecto. A música tem a capacidade de despertar emoções e isso é extremamente estimulante para o cérebro. E vale tudo: música alegre para brincar, para dançar, música relaxante para a hora do banho, cantiga de ninar antes de dormir, pequenos mantras enquanto mama. Mas, claro, como tudo na vida: de nada adianta apertar o play e sair de perto. Um melhor aprendizado acontece quando o momento é compartilhado, por isso, interaja com seu bebê sempre que puder. Aproveite os pequenos momentos com ele e transforme-os em oportunidade de manutenção de vínculo e amor.


21 a 24 meses

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Mundo, aí vamos nós! Quando completa dois anos é que a criança começa a ter suas próprias vontades e vai se percebendo como indivíduo no mundo. Essa fase pode ser um pouco complicada, até chamada pelos especialistas de "Terrible Two", que traduzido seria os "Terríveis Dois", referindo-se à idade. Aquele bebê tão calmo, fofo e plácido, de repente começa a fazer birra, a chorar e a berrar. Calma! Está tudo sob controle. Para driblar os aspectos negativos que podem vir com esse momento de vida e para incrementar ainda mais a inteligência de seu filho, mostre a ele o mundo e deixe-o livre para experimentar. Solte-o no quintal, deixe-o ver o mar, o rio ou até mesmo a piscina. Coloque-o perto de animais para ouvir diferentes sons. Mostre o sol e os tons do entardecer para que ele expanda suas noções de cor. Por meio da experimentação o mundo é apresentado para seu filho e quanto mais abrangentes forem essas situações, maior será o repertório dele no futuro. (Fonte: e-How Brasil)


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