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Tabu entre os homens, disfunção erétil pode ser tratada na maioria dos casos

Redação Bonde
10 set 2015 às 11:18

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Disfunção erétil é um tema tabu! Pouco se fala a respeito e quando o assunto vem à tona, dependo do lugar e ocasião, o assunto morre antes mesmo de nascer. Dificilmente alguém "estica" a conversa. Infelizmente, este quadro se observa em todos os estratos da sociedade e pode afetar seriamento o relacionamento do casal.

Este "silêncio" pode ser atribuído basicamente a quatro fatores: medo, vergonha, desinformação e erro de percepção. Individualmente ou somados, estes fatores formam uma barreira que, não raro, impede o homem de buscar logo no aparecimento dos primeiros sintomas o tratamento adequado para conhecer a existência, a causa e a extensão do problema e, da mesma forma, saber das suas possíveis soluções.

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É um equivoco pensar que a disfunção erétil é apenas uma questão psicológica ou que afeta somente os homens em idade avançada. Não! O problema pode ter um componente físico e também atingir os jovens. As causas vão muito além das psicológicas. "São várias as causas que levam à disfunção erétil e cada uma pode exigir um tipo específico de tratamento", explica o urologista Wagner Raiter José, membro titular da Sociedade Brasileira de Urologia e especialista no tratamento da disfunção erétil. "O tratamento da disfunção erétil avançou muito nos últimos anos, não apenas com a chegada ao mercado de novos fármacos, mas, sobretudo, com o surgimento de novas tecnologias", acrescenta.


O médico usa dados da Sociedade Brasileira de Urologia para enfatizar as dificuldades dos homens em lidar com o problema. Segundo ele, 95% dos indivíduos com disfunção erétil demoram até 3,5 anos para buscar ajuda médica. "São anos de sofrimento desnecessários, pois hoje existe tratamento médico para a maioria dos casos", afirma. "Quanto mais cedo o homem detectar o problema e buscar ajuda médica especializada, mais rápido vai encontrar a solução", assegura.


Além da origem psicológica, a disfunção erétil pode também ser causada por doenças como o diabetes, queda dos níveis de testosterona, doenças vasculares com entupimento das artérias (aterosclerose), doenças neurológicas como Parkinson, Esclerose Múltipla, Esclerose Lateral Amiotrófica, AVC, lesões traumáticas da medula, além de uso de medicamentos para tratamento de enfermidades como os anti-hipertensivos, antidepressivos, anticonvulsivantes, antipsicóticos, antiandrogênicos, e claro, alcoolismo, tabagismo e drogas. Outras causas também devem ser levadas em consideração, como tratamentos de câncer de próstata em que se pode ter lesão da inervação do pênis ou decorrente de fratura de pênis, ou até doença de Peyronie, uma curvatura acentuada do membro. "Como se observa, são várias as causas que podem levar à disfunção erétil e para cada uma delas há um tratamento específico para sanar ou pelo menos contornar o problema", afirma o urologista.

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De acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia, existem hoje no País aproximadamente 6 milhões de homens com disfunção erétil. No mundo, o número pode chegar a 300 milhões. "Os homens precisam superar os obstáculos e buscar ajuda médica para fazerem o tratamento adequado. Não há razão para sofrimento e nem demora. Os tratamentos disponíveis são verdadeiramente eficazes", enfatiza o especialista.


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