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Qualidade de vida

Reposição hormonal não é "bicho de sete cabeças", mas pede avaliação cuidadosa

Redação Bonde
14 mar 2014 às 09:56

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Reprodução
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Reposição hormonal é um assunto cercado de mitos e receios. Chega a época do climatério - quando a mulher está passando do período fértil para o não-fértil - e sintomas como irritação, ondas de calor, ressecamento vaginal, redução da libido, dificuldades de concentração e insônia começam a aparecer. Nessa hora surge a dúvida: vale a pena ou não fazer a reposição hormonal?

Para o ginecologista Marcelo Steiner, consultor da Netfarma, o primeiro passo é fazer uma boa avaliação da condição da paciente e relativizar se o tratamento é mesmo necessário. "A reposição hormonal só é indicada para mulheres que estão sentindo os sintomas da menopausa e desejam aliviá-los", explica o ginecologista.

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O climatério, que ocorre geralmente entre os 45 e 55 anos, marca a fase em que os ovários deixam, gradativamente, de produzir os hormônios estrogênio e progesterona, culminando no fim da vida reprodutiva e na suspensão da menstruação (a menopausa). A reposição é feita justamente com esses dois hormônios, para as mulheres que ainda têm útero, e apenas com estrogênio para aquelas que não possuem mais útero.


Benefícios e riscos

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Caso essa transição gere desconfortos – não são todas mulheres que apresentam os sintomas do climatério e menopausa – a reposição hormonal é recomendada. O tratamento, que pode ser oral ou transdérmico, é contraindicado quando a mulher tem câncer de mama ou do endométrio, sofre de trombose ou já teve infarto ou derrame cerebral. Também é contraindicado para mulheres que tenham risco aumentado comprovado para qualquer uma dessas doenças.


Segundo Marcelo Steiner, o tratamento aumenta ligeiramente o risco de a mulher ter câncer de mama, por exemplo. "Em números absolutos, em torno de 30 mulheres em 10 mil por ano terão câncer de mama. O tratamento com terapia hormonal aumenta esse risco para 38 mulheres em 10 mil por ano", explica. Portanto, é preciso avaliar individualmente o histórico, inclusive o familiar, de cada paciente.

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Caso a avaliação individual seja feita e os risco sejam pequenos, a terapia hormonal pode trazer muitos benefícios: além de amenizar os sintomas (ondas de calor, ressecamento vaginal e possíveis dores em relações sexuais, diminuição da libido), ela protege contra doenças cardiovasculares e osteoporose.


A duração da terapia também varia de mulher para mulher e é preciso avaliar individualmente cada uma. "Porém, dificilmente uma mulher com mais de 65 anos precisará manter o tratamento", conclui o especialista.

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Serviço:
Netfarma (www.netfarma.com.br)


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