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Produtos à base de formol são vendidos com nomes 'disfarçados'

Redação Bonde
26 nov 2015 às 12:07

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Em busca do almejado liso perfeito para os cabelos, tem gente que ignora os perigos que alguns produtos químicos oferecem. Desde 2009 a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) faz alertas sobre os riscos do uso de formol nos processos químicos em salões de beleza. Mas, por ser um produto barato e fácil de encontrar, muitos profissionais não dão ouvidos aos alertas e continuam usando o produto, que recebe o nome de formaldeído.

E não são apenas os produtos para alisamento capilar que contêm formaldeído, a substância também aparece em produtos para unhas (esmaltes, colas, removedores de esmalte e cutícula), cola para cílios postiços, sabonete líquido e em barras, desodorantes, cremes para a pele, cosméticos em aerossol, enxaguantes bucais, e até em cremes e shampoos para crianças.

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A Anvisa proíbe qualquer adição de formol (formaldeído no estado líquido) em produtos prontos e permite a concentração, durante o processo de fabricação do cosmético, de no máximo 0,2% de formol com a função de conservante. Em produtos para alisamento capilar, o formol não pode ser empregado para atuar como alisante, porque a sua concentração teria que ser muito maior do que a permitida. Mesmo assim, a maioria das mulheres optam por este tipo de tratamento para manter os cabelos mais lisos.


Disfarce

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Hoje, raramente encontramos produtos, principalmente para o tratamento dos cabelos, que não tenham uma pequena quantidade de formol. O que ocorre é que ele aparece "disfarçado" atrás de nomes que o cliente é incapaz de identificar como sendo formol.


Como descobrir se há formol nos produtos?

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Para descobrir que os produtos que você usa contêm formol 'disfarçado', a grande sacada é ler atentamente os rótulos e observar alguns nomes. Segundo informações do site Diário de Biologia), nos rótulos de produtos cosméticos é muito comum aparecer na composição o produtos "Methylene Glycol" (Metileno Glicol). Essa substância nada mais é do que o chamado "formol líquido" (misturado à água e álcool) e pode ser convertida em várias outras, dependendo da temperatura, do pH, da concentração e da presença de outros ativos. Vale ressaltar que a Scientific Committee On Consumer Safety já constatou e declarou que o Methylene Glycol, embora seja quimicamente diferente, é equivalente ao formol. Em cremes alisantes também é comum encontrar Ácido Glioxílico, que aparece na composição como Glyoxylic Acid.


A Vigilância Sanitária fiscaliza produtos e estabelecimentos que prometem alisamentos milagrosos, mas as consumidoras devem questionar profissionais que prometem um liso perfeito sem uso de formol. Quando for se submeter a qualquer procedimento químico no salão, a dica é ficar atenta ao rótulo dos produtos que o profissional vai usar no seu cabelo. Não deixe de ler também a composição se shampoos, condicionadores e máscaras. Além do Metileno Glicol, procure nas embalagens os seguintes ingredientes, todos são variações de formol:

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Methanal (Metanal)
Ácido glioxílico
Óxido de Metileno
Oxymethylene (Oximetileno)
Methylaldehyde (Metil aldeído)
Oxomethane (Oximetano)
Formalina (Formalin)
Aldeído Fórmico

Riscos do formol para a saúde


Os riscos do formol não estão apenas no momento da aplicação. A exposição à substância pode causar efeitos tóxicos agudos, no momento de sua aplicação ou nas horas que se seguem. No entanto, o uso repetido, crônico também traz risco para a saúde. A exposição por tempo prolongado, principalmente se esta se dá em ambientes fechados (caso dos salões de beleza), aumenta o risco de desenvolvimento de câncer, em especial de nasofaringe e leucemias, segundo informações do Inca - Instituto Nacional de Câncer.


Como o formol é volátil, uma maior quantidade é inalada, tanto por quem aplica quanto por quem recebe a aplicação do produto, por isso a preocupação com os profissionais que estão aplicando ser imensa.

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Os sintomas da intoxicação são variáveis como fortes dores de cabeça, vertigem, falta de ar, dificuldade para respirar, irritação nos olhos, nariz e garganta, dores abdominais, náuseas, podendo causar laringites, bronquites, pneumonias e até câncer.(Fontes: Diário de Biologia e Inca)


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