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Cirurgia

Laser é opção menos agressiva para combater varizes

Redação Bonde
10 abr 2012 às 11:44

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Reprodução
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Quando as veias deixam de exercer sua função de drenagem e não conseguem bombear o sangue de volta ao coração de forma eficaz, surgem as varizes. Uma doença comum em pés, pernas e coxas, que causa, além do incômodo, uma visível alteração estética. "Os vasos dilatados são classificados como pequeno, médio e grande calibres", explica o cirurgião vascular Cristiano Schmitt, do Hospital Nossa Senhora das Graças.

No Brasil, de acordo com a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, aos 70 anos de idade, cerca de 70% dos indivíduos apresentam algum tipo de varize. Já entre os 30 e 40 anos esta taxa cai para 20% no caso das mulheres e 3% para os homens.

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As varizes atingem principalmente as mulheres devido ao hormônio estrogeno, que favorece a dilatação das veias. "O uso de anticoncepcionais ou terapia de reposição hormonal merece uma atenção especial, já que esses medicamentos podem aumentar a insuficiência venosa e o aparecimento de vasinhos ou até mesmo ser fonte causadora de tromboses venosas", ressalta o médico.



Outros fatores também podem contribuir para o surgimento das varizes: a hereditariedade, a obesidade e o sedentarismo. "A hereditariedade é inalterável, mas o sedentarismo e a obesidade podem e devem ser combatidos", reforça Schmitt.

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A melhor prevenção para reduzir o aparecimento das varizes, de acordo com o cirurgião é realizar exercícios físicos, pelo menos três horas por semana, com acompanhamento de um profissional habilitado e ter uma alimentação saudável e equilibrada. "Também é importante fazer o acompanhamento médico, pelo menos, uma vez ao ano com o cirurgião vascular. Pois, a evolução da doença pode causar flebites, tromboflebites, tromboses, aparecimento de úlcerações, dores e inclusive impedir o paciente de realizar atividades cotidianas", destaca o cirurgião.


Tratamento a laser

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As varizes podem ser amenizadas com medicamentos e medidas preventivas, como perda de peso, o uso de meias elásticas e a movimentação das pernas em intervalos regulares. "Poucas pessoas conseguem realizar este tratamento por muitos anos seguidos. Por isso, a cirurgia às vezes é necessária", destaca o médico.


Ao longo dos anos o tratamento cirúrgico evoluiu, deixando os procedimentos menos invasivos, sem causar lesões de tecidos, trauma ou sangramento. A cirurgia a laser está entre as mais modernas. "Introduz-se o catéter de fibra óptica por punção dentro da veia a ser tratada, e então é disparado laser no interior do vaso, inclusive em veias de grande calibre como a safena, o que causa sua destruição de dentro para fora, sem lesões de tecidos, com menor trauma e nenhum sangramento", explica o especialista.

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Pós-operatório


Com o uso do laser o pós-operatório também causa menos sofrimento ao paciente. "Ele já pode tomar banho em 24 horas, retirar os curativos, quando são necessários, no dia seguinte, e em alguns casos, usamos as meias diretamente sem necessidade de enfaixamento", explica o cirurgião. Dessa maneira, o paciente pode retornar mais rápido às atividades variando entre 4 a 7 dias.

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O acompanhamento pós-operatório, afim de verificar os resultados e a evolução da recuperação é realizado durante um ano. Os exames de Eco Doppler colorido, no pós-operatório são realizados geralmente em 7 dias, 30 dias, 60 dias, 90 dias, 180 dias e 360 dias após a cirurgia", enfatiza o médico.


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