O que parecia pouco provável está acontecendo. Na contramão da era da conectividade, a moda agora e desconectar. É isso mesmo. Ficar o dia todo checando o Facebook e o Twitter é coisa do passado. O que está que alta agora é o Jomo ou "joy of missing out" (prazer em ficar por fora). A nova tendência está fazendo a cabeça de muita gente nos Estados Unidos e já desbancou a expressão Fomo, que significa justamente o oposto: "fear of missing out" (medo de ficar por fora). Um número cada vez maior de pessoas está descobrindo que é muito mais divertido aproveitar a própria vida do que acompanhar virtualmente a dos outros (e ter a sua acompanhada). É a vida offline, mais leve, mais fluida e mais real.
De acordo com a nova tendência, devemos valorizar mais nossa própria vida do que ficar admirando o que os outros têm e fazem das suas vidas. Afinal, se você olhar bem, vai perceber que o seu cachorro é tão, ou mais interessante do que o cãozinho da sua amiga, que preparar suas refeições é mais eficiente do que ficar sabendo o que seus amigos estão comendo, ter seu próprio estilo é mais interessante do que verificar o que as pessoas estão vestindo e que sair com seus amigos é mais divertido do que apenas acompanhar virtualmente as fotos daquela balada que você nem foi. Ou, pior, para que correr o risco de perder o emprego por ficar horas 'pendurado' no Facebook? Em entrevista à revista Nova, o psiquiatra Cristiano Nabuco, de São Paulo, afirmou que as redes sociais são os vilões da produtividade. "Nosso cérebro demora a retomar a concentração quando interrompido. Resultado: o desempenho cai", disse.
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Ser adepto do Jumo não significa ser alienado, mas sim, usar a internet de forma mais inteligente: ler notícias, saber do trânsito, fazer transações bancárias - e até checar o Face, por que não? Mas só quando estiver com tempo livre. Segundo especialistas em comportamento, as tecnologias não são inimigas, pois facilitam nossa vida e ajudam na comunicação. O que não pode é fazer mau uso dessas ferramentas e permitir que elas prejudiquem seu trabalho ou convívio social. Se o que você vai publicar ou compartilhar não acrescenta nada de positivo a sua vida, então é melhor não participar. Se todo mundo usar com sabedoria o que a internet tem de melhor, poderemos voltar a ver nossas vidas ao vivo, em cores e formas reais, e não apenas virtuais. (Fonte: Revista Nova / MdeMulher)