As pílulas anticoncepcionais orais com baixas doses de estrogênio estão associadas ao menor risco de tromboses (coágulos sanguíneos), de acordo com novos estudos, realizados por cientistas europeus da Leiden University Medical Center (Países Baixos).
O risco de coágulos sanguíneos, que podem circular até o pulmão e ser fatal, associado a utilização da pílula anticoncepcional é conhecido há décadas. A nova pesquisa, no entanto, confirma resultados anteriores e acrescenta novas informações específicas sobre hormônios que exercem maior perigo.
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Uma etapa do estudo, feito na Holanda, comparou mais de 1.500 mulheres, com idades de 18 a 50 anos - que possuíam diagnóstico de uma primeira trombose na perna ou uma embolia pulmonar com outras 1700 mulheres saudáveis. A conclusão foi que as mulheres que tomavam a pílula estavam, em média, cinco vezes mais propensas a desenvolver coágulos do que as que não tomavam.
Segundo os pesquisadores, os tipos mais recentes de contraceptivos orais, contendo acetato de ciproterona (6,8 vezes) ou drospirenona (6,3 vezes), estão associados com um risco maior em comparação com pílulas compostas por levonorgestrel (4 vezes).
Outra parte da pesquisa, feita na Dinamarca, avaliou o risco de coágulos em mulheres saudáveis, com 15 a 49 anos, que tomaram vários tipos de pílulas no período de 1995 a 2005. Durante esse tempo, os pesquisadores observaram a formação de mais de 4 mil coágulos. O risco diminuía conforme reduzia-se o tempo de uso e as doses de estrogênio. Assim como no estudo holandês, pílulas com levonorgestrel apresentaram menores riscos do que àquelas que continham outros tipos de progesterona.