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Entenda porque as mulheres sofrem mais com a hipertensão

Redação Bonde
31 dez 1969 às 21:33

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No último domingo (26) foi celebrado o Dia Nacional de Combate a Hipertensão. Segundo o Ministério da Saúde, estima-se que 35% da população brasileira acima de 40 anos apresentem hipertensão, o que representa cerca de 17 milhões de brasileiros. A prevalência da hipertensão arterial, aumenta com o avançar da idade, tendo ainda a mulher, um outro fator agravante, o início da menopausa. Cerca de 80% das mulheres, eventualmente, desenvolverão hipertensão arterial nesta fase. O tema "O risco cardiovascular na mulher na menopausa", será discutido no dia 30 de abril, durante o XX Congresso da SOCESP, no Expo Center Norte em São Paulo.

As doenças cardiovasculares já representam 1/3 de todas as causas de morte na mulher. "Estes dados mostram a necessidade de um acompanhamento mais rigoroso da pressão arterial feminina e de outros fatores de risco cardiovascular, principalmente durante a menopausa", explica a cardiologista Andréia Loures Vale, palestrante do evento e presidente da Sociedade Mineira de Cardiologia. "Ressalto que a menopausa não é uma doença, mas sim, uma fase na vida da mulher que merece cuidados especiais", diz.

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As manifestações clínicas da doença cardiovascular aparecem em média cerca de 10 a 15 anos mais tarde nas mulheres do que nos homens. "Poucas mulheres controlam os fatores de risco cardiovascular, sendo que a maioria desconhece esses fatores ou não fazem o controle de maneira adequada", afirma Dra Andreia. Um dos principais motivos que levam as mulheres a apresentarem mais problemas cardiovasculares do que os homens é a redução hormonal característica da menopausa. "Neste período, a mulher perde a proteção estrogênica (principal hormônio feminino que ajuda na proteção das artérias)", explica o ginecologista César Eduardo Fernandes, palestrante do evento e professor da Faculdade de Medicina do ABC, coordenador da I Diretriz Brasileira sobre prevenção cardiovascular em mulheres climatéricas e presidente do conselho científico da SOBRAC.


Em 2008, a Sociedade Brasileira de Cardiologia e a Sociedade Brasileira do Climatério publicaram uma diretriz específica para a prevenção do risco cardiovascular em mulheres na menopausa. O documento traz recomendações como: controlar a hipertensão arterial, o diabetes mellitus (Tipo 2) e o colesterol elevado, abandonar o cigarro, praticar atividade física (pelo menos 30 minutos de 3 a 6 dias por semana), buscar uma dieta equilibrada rica em frutas, verduras e vegetais, entre outros. "O trabalho reconhece também que, diferentemente do que ainda preocupava alguns especialistas, a terapia de reposição hormonal não aumenta o risco de infarto do miocárdio e pode até trazer benefícios para a mulher", afirma o ginecologista

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A terapia hormonal tem indicações bastante definidas e aceitas consensualmente na literatura médica como alternativa para o alívio dos sintomas do climatério. O que difere as terapias entre si são os progestógenos (tipos de hormônios), pois cada um traz benefício diferente. Entre as terapias disponíveis no mercado, a drospirenona demonstrou em diversos estudos efeitos significativos na redução da pressão arterial das mulheres, além do alívio dos sintomas da menopausa. Devido à sua propriedade antimineralocorticóide e antiandrogênica, a drospirenona evita a retenção de líquido e o aumento de peso, produzindo efeitos diretos sobre o sistema cardio-circulatório.


O que é pressão alta

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A pressão arterial é a força exercida pelo sangue contra a parede dos vasos, as artérias. Quando esta força é maior do que o normal, chamamos de hipertensão arterial (pressão alta).. O aumento contínuo da pressão arterial faz com que ocorram danos nas artérias de diversas partes do organismo. Para a Organização Mundial de Saúde (OMS) os valores de 120x80mmHg correspondem à pressão arterial ótima. Valores pressóricos superiores a 140x90mmHg denotam hipertensão, quando encontrados em múltiplas medições, e em diferentes horários, posições e condições (em repouso, sentado ou deitado).


Tratamento

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Há duas formas de tratamento: sem e com medicamentos. As duas formas têm como objetivo auxiliar na diminuição da pressão, e se possível evitar as complicações e os riscos por meio de modificações nas atitudes e formas de viver. Veja algumas atirudes que podem melhorar sua vida:


1. Reduzir o peso corporal através de dieta calórica controlada: substituir as gorduras animais por óleos vegetais, diminuir os açúcares e aumentar a ingestão de fibras;

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2. Reduzir o sal de cozinha, embutidos, enlatados, conservas, bacalhau, charque e queijos salgados;


3. Reduzir o consumo de álcool;

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4. Exercitar-se regularmente 30-45 minutos, de três a cinco vezes por semana;


5. Abandonar o tabagismo;

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6. Controlar as alterações das gorduras sangüíneas (dislipemias), evitando os alimentos que aumentam os triglicerídeos como os açúcares, mel, melado, rapadura, álcool e os ricos em colesterol ou gorduras saturadas: banha, torresmo, leite integral, manteiga, creme de leite, lingüiça, salame, presunto, frituras, frutos do mar, miúdos, pele de frango, dobradinha, mocotó, gema de ovo, carne gorda, azeite de dendê, castanha, amendoins, chocolate e sorvetes;


7. Controlar o estresse;


8. Reduzir o sal é muito importante para os hipertensos da raça negra, pois neles a hipertensão arterial é mais severa e provoca mais acidentes cardiovasculares, necessitando controles médicos constantes e periódicos;

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9. Evitar drogas que elevam a pressão arterial: anticoncepcionais, antiinflamatórios, moderadores de apetite, descongestionantes nasais, antidepressivos, corticóides, derivados da ergotamina, estimulantes (anfetaminas), cafeína, cocaína e outros.


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