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Dengue na gravidez aumenta riscos de aborto e parto prematuro

Redação Bonde
01 mai 2015 às 10:50

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Reprodução
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Contrair dengue na gravidez merece atenção redobrada da futura mamãe. Segundo a infectologista do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim, Régia Domous, a doença aumenta os riscos de sangramento, queda de pressão e aborto, principalmente nos primeiros três meses de gestação. Já, se adquirida no último trimestre, a doença pode facilitar o trabalho de parto prematuro.

"Durante a gravidez o organismo da mulher está diretamente voltado para o desenvolvimento do feto, o que deixa sua imunidade mais enfraquecida e corpo vulnerável ao vírus. No entanto, raramente a doença é passada para o bebê", explica a infectologista.

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Nas grávidas os sintomas e tratamento da dengue são os mesmos de uma mulher não gestante, e incluem febre alta (39° a 40°) de início abrupto com duração de até 48h, dor de cabeça, dor muscular, presença de manchas vermelhas no corpo, náusea, sinais de desmaio e dificuldade na ingestão de líquidos. "Sangramentos e dor abdominal também são sinais de alerta, embora possam ser confundidos com sintomas da própria gravidez. Na dúvida, recomenda-se procurar o atendimento médico", diz Régia.


Aos primeiros indícios da doença a gestante deve ir imediatamente ao pronto-socorro, onde passará por um diagnóstico clínico, "prova do laço" - procedimento avalia a fragilidade do vaso sanguíneo e a tendência do paciente à hemorragia – e exame de sangue para contagem hematócitos e plaquetas. Caso a contagem esteja inferior a 150 mil, há indícios de dengue. Também é importante que ela faça um ultrassom obstétrico para checar a saúde do bebê.

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A gravidade do caso e eventuais complicações é que irão determinar se a futura mãe fará o tratamento no hospital ou em casa. Mesmo retornando para sua casa, a grávida deve ser monitora diariamente. O tratamento é a base de repouso e muita hidratação.


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