A meteorologia aponta: o tempo permanece seco, ensolarado e com tardes muito quentes em todo Brasil nos próximos dias. Com esse tempo, os cuidados com a saúde e a pele devem ser redobrados. Para aplacar os efeitos nocivos do clima a regra número um é aumentar a ingestão de líquidos, seja em forma de água, sucos ou chás. Todo nosso corpo precisa estar adequadamente hidratado para funcionar bem, por isso capriche nos cuidados com a pele, lábios e mucosas (olhos e nariz).
Pele protegida
Cuidar da pele deve ser um hábito diário, mas quando o tempo está excessivamente seco, há uma maior necessidade de protegê-la, já que o vento e a baixa umidade do ar são os principais fatores que causam o ressecamento da pele.
Com a baixa umidade do ar a pele deixa de absorver a água do meio ambiente e seu grau de hidratação diminui. Mas, de acordo com o dermatologista Jardis Volpe, medidas simples e bem orientadas podem evitar ressecamentos, descamações e envelhecimento precoce.
O especialista ensina que neste período os cuidados com a pele devem incluir o uso de um produto hidratante, em forma de cremes ou óleos, várias vezes ao dia. A hidratação protege a pele do envelhecimento precoce e do desgaste natural, tornando o tecido macio, firme, suave e resistente.
Cuidados com a pele
Olhos e lágrimas
O clima seco deixa os olhos mais vulneráveis a irritações e provoca problemas como a síndrome do olho seco e a conjuntivite, alertam os oftalmologistas. Mesmo para aqueles que têm uma produção lacrimal normal, a secura do ar pode provocar um desconforto leve. Já os que possuem alguma deficiência na produção de lágrimas ficam mais suscetíveis a infecções oculares.
Com a falta de umidade, a lágrima - que reveste a córnea - evapora mais facilmente e deixa os olhos menos protegidos. O incômodo aumenta. Os sintomas são de sensação de corpo estranho, cansaço visual no final do dia (com as pálpebras mais pesadas), coceira e vermelhidão.
"É como uma situação em que se fica virado de frente para o ventilador. Alguns minutos depois, você precisa piscar mais rápido e sente maior desconforto", afirma Newton Kara, professor de oftalmologia da USP e da Unicamp.
Para aliviar os olhos, pode-se usar o colírio de lágrima artificial. Mesmo que o desconforto esteja grande, não use colírios antibióticos ou com corticóide sem acompanhamento médico. Eles podem desencadear problemas como glaucoma ou catarata, segundo informações do Instituto da Visão da Unifesp.
Doenças respiratórias
A baixa umidade do ar, comum no período da seca, representa também um verdadeiro tormento para portadores de doenças respiratórias como a rinite alérgica e a asma. Espirros frequentes, coceira na garganta e no nariz e coriza são alguns dos sintomas agravados pela combinação entre baixa umidade, calor e poeira.
Para aumentar a umidade do ar na sua casa, use um umidificador. Se você não tem um aparelho desses, faça o seguinte: molhe uma toalha de banho grande e torça. Pendure a toalha molhada entre duas cadeiras, deixando uma das pontas mergulhadas numa bacia ou em um balde cheio d'água.
Aliviando os efeitos das doenças
Por pior que seja a estiagem, alguns cuidados podem ajudar a prevenir os efeitos de doenças respiratórias. A pessoa alérgica não deve ter em casa tapetes ou cortinas. Se a residência possuir persianas, elas precisam ser mantidas limpas. Os médicos também aconselham os alérgicos a manterem distância de bichinhos de pelúcia. Brinquedos laváveis são mais indicados para crianças com esse problema.
Na hora da limpeza, é proibido varrer a casa. Deve-se preferir o uso de aspirador e do pano úmido. Ingerir muito líquido também ajuda. A pessoa com alergia tem de manter distância do cigarro. Fumar nem pensar; e ela deve ficar longe de pessoas fumando. Além disso, os portadores de doenças respiratórias precisam privilegiar ambientes arejados e devem tomar sol nos horários em que os raios estejam mais fracos - antes das 10h e depois das 16h.
Outras dicas