Foram mais de 7 semanas de luta pela vida até que o pequeno Angel estivesse pronto para vir ao mundo. Finalmente, no início de abril os médicos puderam retirá-lo do corpo de sua mãe, Karla Perez, que teve morte cerebral declarada 54 dias antes do seu nascimento. O caso foi registrado em Omaha, no estado de Nebraska, nos Estados Unidos, mas só foi divulgado na última semana.
Batizado de Angel (anjo, em inglês), o bebê veio a mundo com cerca de 1,5 kg e passa bem. Ele está sob os cuidados do hospital e da família.
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Os médicos relataram que Karla deu entrada no Centro de Saúde Metodista no dia 8 de fevereiro, quando estava com apenas 22 semanas de gestação. A mulher apresentava uma hemorragia no cérebro que, inicialmente, foi tratada como um AVC (derrame). Porém, depois de um exame de imagem a equipe constatou que ela tinha uma hemorragia intracraniana fatal. A morte cerebral foi declarada pouco tempo depois.
Inconformada com a tragédia, a família de Karla convenceu a equipe do hospital a mantê-la viva, para dar uma chance ao bebê, que não teria sobrevivido se fosse removido do útero da mãe com 22 semanas.
Durante as 7 semanas de espera angustiante, 100 funcionários de saúde mantiveram o corpo de Karla trabalhando o suficiente para sustentar o crescimento dos órgãos do bebê.

Durante uma coletiva de imprensa, o médico Todd Lovgren declarou ao Washington Post que as chances de um bebê sobreviver fora do útero com apenas 22 semanas de gravidez são mínimas. Então, a gestação de Karla foi estendida o máximo de tempo possível até que o pequeno Angel pudesse sobreviver longe da mãe.
De acordo com a imprensa norte-americana, o último parto de uma mulher declarada morta registrado nos EUA, aconteceu em 1999. (Com informações de O Globo)