Pesquisar

ANUNCIE

Sua marca no Bonde

Canais

Serviços

Publicidade
Publicidade
Publicidade
Riscos

Infecção urinária é problema grave em gestantes

Chiara Papali - Folha de Londrina
09 jun 2009 às 08:51

Compartilhar notícia

Reprodução
siga o Bonde no Google News!
Publicidade
Publicidade

Pode parecer uma infecção como outra qualquer. Mas na gestante, a infecção urinária é especialmente grave. O risco é de parto prematuro, de infecção no bebê, de septicemia na mãe, e até de óbito. Duas mortes de mulheres no ano passado, em Londrina PR), e duas neste ano, levaram a mudanças no protocolo do pré-natal feito nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), que vai passar a oferecer mais exames. Nos próximos dias 17 e 18, a secretaria municipal de Saúde promove uma capacitação técnica para médicos e enfermeiros sobre a nova rotina de cuidados a gestantes.

Segundo a enfermeira Christiane Liberatti, integrante do comitê de prevenção de mortalidade materno-infantil de Londrina, um levantamento feito em 2008 mostrou que, dos óbitos infantis que poderiam ser evitados, a maioria foi causada por infecção na mãe.

Receba nossas notícias NO CELULAR

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp.
Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.
Publicidade
Publicidade


Dados do Núcleo de Informações em Mortalidade (NIM) mostram que foram 70 óbitos de crianças com até um ano de idade, e três óbitos de mães. Dos casos infantis, 41 eram potencialmente evitáveis, e desses 23 tinham prováveis causas infecciosas relacionadas à mãe. Nas mães, um dos casos foi por infecção urinária e o outro por infecção de placenta e líquido amniótico. Este ano, dois dos quatro casos de morte de mãe tiveram as mesmas causas.


Apesar do índice de mortalidade infantil ser baixo na cidade - a Organização Mundial da Saúde preconiza como baixo até 20 mortes por mil nascidos vivos e em Londrina o número foi de 10 - quando os dados são detalhados a constatação é que é preciso intervir mais. A orientação, segundo a enfermeira, é uma ''maior vigilância'' para evitar infecções urinárias.

Publicidade


Na prática, isso será feito com exames de rotina no primeiro e terceiro trimestres da gestação, mesmo que a mulher não apresente sinais de infecção. Se houver comprovação, mais um exame será disponibilizado ao final da medicação usada para combater a doença. ''Vai mais que dobrar o número de uroculturas'', afirma Christiane.


A nova rotina de pré-natal foi elaborada pelo comitê de prevenção da mortalidade materno-infantil de Londrina, e o treinamento montado em conjunto com o departamento de ginecologia do Hospital Universitário (HU), Centrolab, e diretoria de auditoria, controle e avaliação (DACA) da Secretaria Municipal de Saúde.

Publicidade


Ardência e dor são alguns dos sintomas


O ginecologista e obstetra Leandro Feijó Sonnberger, da Maternidade Municipal de Londrina, explica que, na gestante, o risco de infecção urinária é maior pela própria condição hormonal e pela alteração anatômica que a mulher passa.

Publicidade


Entre os sintomas da infecção urinária estão ardência e dor, mas, em alguns casos, segundo o especialista, ela pode ser assintomática, o que dificulta sua identificação. Quando isso acontece, o risco é da infecção evoluir e atingir os rins. ''A cistite, que é a infecção na região da bexiga, é mais fácil de identificar pelos sintomas como ardência e dor. Já, a pielonefrite, chamada de infecção alta, atinge o rim, causa dor lombar e é muito perigosa para a mãe'', alerta.


Outro problema que pode agravar os casos de infecção urinária, na opinião do médico, é a falta de adesão ao tratamento. ''A gestante tem medo de tomar um medicamento e prejudicar a criança, mas é a falta dele que vai causar isso'', afirma. Ele lembra que o risco de infectar o bebê com a bactéria causadora da infecção urinária é o mesmo, tanto em parto normal, quanto na cesárea.

Cadastre-se em nossa newsletter

Prevenir o mal, ensina o médico, passa por uma boa ingestão de líquido - pelo menos dois litros ao dia -, e higiene íntima adequada, principalmente a limpeza após a evacuação. ''Na gestação, a flora vaginal aumenta, e fica mais fácil de infeccionar'', explica.


Publicidade

Últimas notícias

Publicidade
LONDRINA Previsão do Tempo

Portais

Anuncie

Outras empresas