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Estresse e falta de exercícios pioram a fibromialgia

Redação Bonde
10 jun 2009 às 12:20

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Reprodução
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As pessoas que frequentam os consultórios de reumatologia, cada vez mais ouvem falar sobre a fibromialgia, a segunda doença reumática mais comum, perdendo apenas para a artrose. Conforme esclarecimentos do médico reumatologista, Renato Pereira Dias, do Hospital e Maternidade Beneficência Portuguesa, de Santo André (SP) a fibromialgia é uma síndrome, pois só apresenta sintomas que apenas o paciente sente e não pode ser percebido por outras pessoas.

No Brasil a manifestação atinge cerca de 2,5% da população, normalmente acomete mais as mulheres, cerca de oito para cada homem. Os sintomas podem se iniciar a partir dos 25 até os 65 anos.

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As causas da doença são desconhecidas, porém vários fatores estão relacionados ao seu aparecimento como estresse, traumas, lesões repetitivas, outras doenças reumatológicas e doenças de tireóide.


Sintomas

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Os sintomas são dores em todo corpo, fadiga, insônia, dores de cabeça, indisposição, sono superficial, dormência de mãos e pés. As dores podem durar em média três meses, além da presença de pontos dolorosos no corpo. Foram padronizados 18 destes pontos, sendo que 11 deles são suficientes para concluir o diagnóstico de fibromialgia.


Segundo o especialista, normalmente se desenvolve entre familiares e também pode atingir crianças. "Nas crianças os sintomas podem aparecer a partir dos 12 anos de idade, nas menores de sete anos o desenvolvimento da síndrome é raro", explica o especialista.

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O indivíduo que possui fibromialgia tem maior incidência de distúbios de sono, e alterações químicas no cérebro, como diminuição da serotonina e de outras substâncias como o hormônio do crescimento e as endorfinas.


"A deficiência destas substâncias provoca uma interpretação exagerada do estímulo doloroso pelo cérebro, fazendo que o fibromiálgico sinta as dores com intensidade maior do que elas deveriam ter", declara o médico.

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A fibromialgia não pode ser detectada por exames, o diagnóstico é feito com base nas queixas dos pacientes.


Tratamento ameniza as dores

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O tratamento baseia-se principalmente em analgésicos, antidepressivos e relaxantes musculares. Também é recomendada a prática de exercícios que melhorem o condicionamento físico aeróbico e exercícios de alongamento. O acompanhamento psicológico dos pacientes com fibromialgia também é recomendado, uma vez que alterações emocionais e de humor podem levar a piora do quadro clínico.


Algumas atitudes simples podem ajudar na prevenção da fibromialgia, como fazer exercícios de alongamento e fortalecimento muscular; condicionamento cardiorrespiratório; relaxamento para prevenir espasmos musculares.

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"É importante que o paciente portador de fibromialgia procure auxilio médico assim que apresentar os sintomas, embora a síndrome não provoque risco de morte ou deformidades pode comprometer drasticamente a qualidade de vida, tanto do portador como da família".


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