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Exames específicos

Check-up de coração deve ser diferenciado para cada idade

Redação Bonde
31 mar 2010 às 10:49

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Reprodução
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Doenças cardiovasculares são líderes em mortalidade, tanto em homens quanto em mulheres. Algumas pessoas acreditam que fazer um check-up anualmente é suficiente para manter-se longe das doenças do coração, mas é importante considerar alguns fatores antes de ter essa certeza. "Para uma pessoa de 40 anos, que não tenha sintomas e que deseje praticar esportes, um check-up cardiológico uma vez ao ano, com testes simples como o eletrocardiograma de repouso e o teste ergométrico, pode ser suficiente. No entanto, pode ser insuficiente para um paciente sedentário de 60 anos, diabético, que apresenta cansaço quando realiza esforços", compara o cardiologista e especialista em Medicina Nuclear, João Vítola, da Quanta Diagnóstico Nuclear.

Entretanto, o médico alerta que é importante sempre estar atento à saúde. "Pode acontecer de pessoas muito jovens terem morte súbita sem motivo aparente", exemplifica o médico. Por isso, pessoas de todas as idades devem ser avaliadas por um cardiologista regularmente. "Com essa avaliação clínica e alguns exames básicos, é possível detectar alterações cardíacas sérias como a cardiomiopatia hipertrófica e a presença de arritmias cardíacas", esclarece.

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Fatores de risco


A idade e algumas doenças pré-existentes devem ser levados em conta na hora do exame. "Devemos controlar os fatores de risco como obesidade, tabagismo, diabetes, hipertensão e colesterol. Essa é a melhor forma de prevenção", salienta o cardiologista.

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Independente desses fatores, o especialista explica que um indivíduo, mesmo que saudável e sem sintomas, devem fazer no mínimo um check up básico, com avaliação dos possíveis fatores de risco e alguns exames, incluindo o eletro, o ecocardiograma e o teste de esforço. Esse cuidado é ainda mais importante entre os homens, geralmente a partir de 40 anos, e mulheres após a menopausa.


Os pacientes que devem tomar cuidados redobrados são os que fazem parte do grupo de risco e aqueles que já passaram por algum problema cardíaco (infarto ou cirurgia de revascularização). O médico explica que a idade avançada também é um fator de risco. Conforme o indivíduo envelhece, aumenta a incidência de doenças como hipertensão arterial, obesidade, diabetes, alterações no colesterol o que, consequentemente, aumenta a probabilidade de problemas cardíacos. "Alguns pacientes devem ser monitorados, para controlar os níveis de pressão arterial, colesterol e taxa de açúcar no sangue. Dependendo do caso, pode ser necessário consultar o cardiologista a cada três meses", ressalta o especialista.

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Os diabéticos também fazem parte desse grupo. "Uma avaliação mais aprofundada para estratificação de risco cardíaco, com teste de esforço associado a estudo de perfusão miocárdica (cintilografia) pode ser necessário", aponta Carlos Cunha, especialista em Medicina Nuclear da Quanta Diagnóstico Nuclear.


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