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Hormônios

Câncer - Mulheres que ingerem álcool correm mais riscos

Redação Bonde
31 dez 1969 às 21:33

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Reprodução
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Atenção mulheres: o álcool pode potencializar os riscos para câncer de mama. Isso é o que concluiu estudo realizado na Universidade de Chicago, nos Estados Unidos. A pesquisa mostrou que o álcool pode aumentar os níveis de estrogênio que, por sua vez, estimulam o desenvolvimento de tumores que reagem a hormônios - o que, na prática, significa 70% dos cânceres de mama.

O incremento nos riscos pode alcançar 51%, no caso de mulheres que fazem ingestão de três ou mais doses de álcool por dia. Aquelas que bebem uma ou duas doses têm 32% a mais de chance de desenvolver a patologia. A pesquisa analisou informações sobre o consumo de álcool de cerca de 185 mil mulheres na fase pós-menopausa durante um período de sete anos.

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Ligação Perigosa


A conexão entre álcool e câncer não é de hoje. Estudos epidemiológicos já forneceram evidências definitivas de que beber é uma forma de colocar ameaçar a longevidade. "A maior pesquisa já realizada detectou que o risco de câncer em geral cresce com o consumo de 3 doses por dia e alcança incremento de 60% quando o indivíduo bebe 6 ou mais doses", destaca o oncologista Murilo Buso, diretor do Centro de Câncer de Brasília.

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O tipo de bebida - cerveja, vinho ou cachaça - é indiferente, pois pesquisadores defendem que o etanol é o agente agressor. "Vale ressaltar que o uso combinado de álcool e tabaco potencializa o risco", adverte Buso. As principais associações álcool-câncer estão ligadas aos seguintes cânceres: boca, faringe, esôfago, laringe e agora mama.


Além de agente causal de cirrose hepática, em interação com outros fatores - como, por exemplo, o vírus da hepatite B, o álcool está relacionado a 2-4% das mortes por câncer. "O conselho para as pessoas que optarem por beber é que o façam eventualmente. O limite máximo estabelecido é de dois drinques por dia para homens e um para mulheres. Mulheres grávidas, crianças e adolescentes não devem ingerir bebida alcoólica", orienta o médico.


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O álcool é presença certa na vida social dos brasileiros. Por essa razão, é imprescindível destacar que o consumo excessivo está relacionado a várias doenças. O uso moderado de bebidas alcoólicas é um passo importante para quem busca viver muito e bem. Seus efeitos variam de acordo com a rapidez e a freqüência com que é ingerido, com a quantidade de alimentos consumidos durante a ingestão de bebidas alcoólicas, com o peso da pessoa, seu estado de espírito, entre outros aspectos. Contudo, por atingir rapidamente o sistema nervoso central, invariavelmente provoca diminuição da coordenação motora, redução dos reflexos e a alterações de comportamento - que vão da desinibição à agressividade. Uma parcela de álcool introduzida no organismo é absorvida pela mucosa da boca. A maioria, porém, é absorvida pelo estômago e pelo intestino delgado e daí vai para circulação sangüínea. Aproximadamente 90% da absorção se dá em 1 hora. Porém, o mesmo não ocorre com a eliminação, que demora de 6 a 8 horas e é feita através do fígado (90%), da respiração (8%) e da transpiração (2%). (Das agências)


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