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"Y: O Último Homem", "Os Mortos-Vivos" e "Cicca Dum-Dum"

31 dez 1969 às 21:33

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Curitiba - No Brasil é comum a cessão dos direitos autorais comprados pelas editoras nacionais, antes do término da veiculação de toda a história. Foi o que aconteceu com a primeira tentativa de publicação de ''Y: The Last Man'' (''Y: O Último Homem''), série de sucesso com adaptação engatilhada para o cinema. Agora, as aventuras de Yorick e seu macaco Ampersand voltam ao início, desde o primeiro número, a partir da ''Pixel Magazine'' nº 16.

A série narra a aventura, em clima de road comic, de Yorick e Ampersand tentando descobrir o mistério por trás de uma praga que dizimou todos os mamíferos com o cromossomo ''Y''. Ou seja, não há mais homens na Terra, somente o protagonista. A primeira aventura da Pixel Magazine conta exatamente o momento em que Yorick descobre isso.

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Brian Vaughn, conhecido pelo bom trabalho em ''Ex Machina'' e nos roteiros mais recentes da telessérie ''Lost'', sabe bem como deixar o leitor curioso e manteve o alto nível do mistério e aventura de ''Y'' durante todos os 60 números, recheados de divertidas referências ao universo pop. Pia Guerra e o arte-finalista Jose Marzan, apesar de não terem desenhos espetaculares, mantêm a regularidade no tom certo, sem exageros. Não é à toa que o material já ganhou prêmios no Eisner Awards, por ''Melhor Série Contínua'' e ''Melhor Equipe de Desenhista/Arte-Finalista''.


''Y'' já teve dois encadernados no Brasil, pela Opera Graphica, e agora é zerado com a promessa de publicação mensal, na ''Pixel Magazine''. Uma das reclamações dos leitores que pedem essa reimpressão em volumes com arcos completos é pela demora aproximada de cinco anos até o término da série por aqui. Por enquanto, a Pixel manifesta interesse de manter as aventuras de Yorick onde está. Independente do formato ou periodicidade, o leitor quer mesmo é que desta vez a história chegue até o fim por aqui.

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OS MORTOS VIVOS


Qual é o limite do ser humano em condições extremas de sobrevivência? Essa é uma das perguntas que frequentemente permeiam a série ''Os Mortos-Vivos'', sucesso de terror e ação em quadrinhos que ganhou o gosto do público e crítica internacionais e vem fazendo o mesmo no Brasil. O terceiro volume, ''Segurança Atrás das Grades'', chegou às bancas nos últimos meses, pela HQ Maniacs Editora.

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Para quem chegou agora, a série ''Os Mortos-Vivos'', do roteirista Robert Kirkman e dos artistas Charlie Adlard e Cliff Ratburn, mostra a luta do policial Rick Grimes para liderar um grupo de sobreviventes em meio à bandos intermináveis de zumbis, que não páram de pipocar por todos os lugares.


No terceiro volume, Rick e os sobreviventes encontram uma prisão de segurança máxima, onde podem montar um reduto antizumbi capaz de garantir paz temporária. A entrada de novos personagens, que podem abalar a confiança do grupo, e uma morte em especial trazem surpresas importantes para os próximos arcos da série.

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Kirkman faz neste volume o que o consagrou e o levou ao posto de sócio na Image Comics: acrescenta dinamismo e modernidade ao tradicional, sem perder a essência das histórias e personagens. Em ''Os Mortos-Vivos'', brinca com o drama, manipula a tensão entre os sobreviventes, evoca o terror de George Romero e não deixa o humor negro de lado.


O autor já havia feito o mesmo ao trazer o melhor do Homem-Aranha e do Superman em seu personagem, Invencível; mandou heróis pro inferno em ''Marvel Zombies''; e agora ataca também com uma versão de Lobisomem. Essa inventividade, sem agredir o clássico, faz de Kirkman um dos profissionais mais disputados no mercado atualmente. A edição nacional do terceiro volume de ''Os Mortos-Vivos'' conta com todas as capaz originais, dos números 13 a 18.

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CICCA DUM-DUM


Clássico é assim chamado porque nunca envelhece, como as histórias de gângsteres e femme fatale, erotismo e violência no mesmo pacote de atmosfera noir. O filão, destinado ao público adulto, é muito popular em todo o mundo, especialmente na Europa, de onde vem o ilustrador Jordi Bernet, que, ao lado do roteirista argentino Carlos Trillo, assina ''Cicca Dum-Dum: Sexo, Intrigas e Al Capone'', agora publicado no Brasil, pela Zarabatana Books.

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A trama inventada por Trillo reúne os mais queridos clichês do gênero, mesmo assim sem ser entediante. A voluptosa ex-dançarina de cabaré Cicca Dum-Dum precisa fugir de Chigago, rumo a Nova York, devido a problemas com ninguém menos que Al Capone. Em novos ares, a garota vive como uma boa moça sob ordens de uma mãe rígida. O disfarce perfeito para a beldade aprontar.


O destaque da edição fica mesmo por conta dos traços e da narrativa de Bernet, que não sai do lugar-comum na forma mas se sobressai com sua visão bem-humorada e sensual de contar as peripécias de Cicca. O controle absoluto sobre a arte-final dá ao autor ferramenta suficiente para tornar as ilustrações um caminho fácil e divertido de seguir a história.

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A série foi concebida inicialmente em cinco volumes, publicados originalmente nas páginas das revistas eróticas Penthouse e Penthouse Comix. ''Cicca Dum-Dum'' entra no Brasil por meio do Mondo Fetish, da Zarabatana Books, que reúne no selo material direcionado aos maiores de idade, a exemplo de ''Clara da Noite'', dos mesmos autores deste álbum. Ou seja, a leitura é boa, mas longe das crianças.



SERVIÇO


- ''Pixel Magazine'' nº 16 tem formato 17 x 26 cm, com capa e interior coloridos, em 96 páginas a R$ 10,90.


- ''Os Mortos-Vivos - Volume Três: Segurança Atrás das Grades'' tem o formato 16,5 x 24 cm, capa colorida e 148 páginas em tons de cinza a R$ 29,90.


- ''Cicca Dum-Dum: Sexo, Intrigas e Al Capone'' tem capa colorida e interior preto-e-branco, em 68 páginas no formato 21 x 28 cm, a R$ 30.

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O material citado acima pode ser encontrado em Curitiba na Itiban Comic Shop: Av. Silva Jardim, 845. Fone: (41) 3232-5367.


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