No Brasil, a classe política é formada por apenas 0,1% do total da população. É isso que queremos?
No Brasil temos 150 milhões de eleitores. Desse total, apenas 0,1% é formado pela classe política que nos representa.
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Em um processo eleitoral, quando os eleitores buscam vereadores, deputados, senadores, prefeitos, governadores, presidentes, só olham as alternativas neste 0,1% da população.
"Se existisse uma maneira de eliminar esse 0,1%, nossos olhos naturalmente iriam se voltar aos 99,9% restantes do eleitorado", diz o economista Mario Braga, presidente do Instituto ResNovae.
Segundo ele, a melhor maneira para acabar com o 0,1% seria a inelegibilidade automática. Ou seja, o cidadão é eleito para o cargo e se torna automaticamente inelegível, ele não pode fazer da representação pública uma profissão. "Ele exerce seu mandato e volta para sua atividade profissional de origem. Assim, as alternativas sairiam automaticamente, naturalmente dos 99,9% da população", defende Braga.
Essa é a proposta do Instituto ResNovae (IRN), organização sem fins lucrativos que se propõe a debater o impacto que seria provocado na qualidade do processo democrático caso houvesse o desaparecimento da figura do político profissional.
O IRN reconhece a importância de todos os cargos do Legislativo e Executivo e não propõe nenhuma mudança no número de vereadores, deputados ou senadores. A única coisa que o IRN propõe é a inelegibilidade automática aplicável a todos os cargos eletivos. Este simples dispositivo faria desaparecer a figura do representante público profissional (comumente chamado de político).
A representação pública exercida desta forma seria melhor (ou pior) do que o modelo atual? É este tema que o Instituto ResNovae quer apresentar e debater com todos os segmentos da população.