Não é Godzila e nem King Kong. ''O Hospedeiro'' está mais para uma versão de ''Alien'' surgida das profundezas e que aterroriza a cidade de Seul nas margens do rio Han, por onde passeiam habitualmente tranquilos habitantes da cidade.
Esta estranha e violenta criatura, definida como uma forma não identificada de vírus, deixa em sua passagem dezenas de corpos ensanguentados, e captura a pequena Hyun-seo. O pai da garota, vendedor ambulantes, vai lutar contra o monstro com a ajuda da família. Mas a menina também dará sua valente contribuição.
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Esta superprodução de terror da Coréia do Sul, uma das mais florescentes cinematografias da Ásia (apesar das investidas do voraz ''monstro'' hollywoodiano que ameaça o mercado interno) tem sim uma leitura alegórica e até certo ponto ingênua. Dirigido por Bong Yoong-ho, o filme parece ser especialmente crítico com a sociedade em geral e com suas atitudes de indiferença diante das atribulações das pessoas menos afortunadas.
Divertido e patético em doses iguais (registros que trabalha alternadamente sem a menor cerimônia), ''O Hospedeiro'' confronta a impiedosa brutalidade do monstro com os instintos de sobrevivência dos deserdados, já acostumados a cuidar de si mesmos em sua carente vida cotidiana. É um atípico ''filme de monstro'', que demonstra originalidade, ironia e uma apreciável incorreção política.